Oswaldo Petersburgo Estreia ProAzul no Consórcio Africano de Fundos do Ambiente na Guiné-Bissau

O Fundo de Desenvolvimento da Economia Azul (ProAzul) participou pela primeira vez na 16.ª Assembleia Geral do Consortium of African Funds for the Environment (CAFÉ) que encerrou no passado dia 30 de Setembro na República da Guiné-Bissau.

A instituição faz-se representar nesta reunião pelo Presidente do Conselho de Administração, Oswaldo Petersburgo. O CAFÉ é uma plataforma continental que reúne fundos ambientais e promove a partilha de experiências, boas práticas e mecanismos de financiamento para a conservação e o desenvolvimento económico sustentável.

No quadro do posicionamento estratégico, a participação do ProAzul nesta Assembleia representa uma oportunidade para a instituição apresentar a experiência nacional no financiamento da Economia Azul; posicionar Moçambique como actor relevante na agenda africana da conservação marinha e estabelecer novas alianças institucionais no continente.

Criada em 2011, CAFÉ integra actualmente 21 Fundos Membros, que operam em 23 países africanos, gerindo mais de USD 550 milhões de dólares em fundos de dotação (endowments) e cerca de USD 120 milhões em fundos de aplicação programática (sinking funds).

Trata-se, portanto, da principal plataforma continental de fundos ambientais, com dimensão financeira, técnica e institucional relevante. Presentemente, a Presidência do CAFÉ é assegurada pelo Sangha Tri-National Trust Fund (FTNS), nos Camarões, o que demonstra a liderança africana e regional no fortalecimento de instrumentos financeiros de conservação.

O ProAzul já submeteu a sua candidatura a membro efectivo do CAFÉ, visando reforçar a sua integração em redes internacionais e ampliar oportunidades de mobilização de recursos para financiar a Economia Azul em Moçambique, é neste contexto, que a instituição foi convidada a partilhar sua experiência neste importante fórum internacional e continental.

Entretanto à margem da assembleia, a Guiné-Bissau e o Senegal assinaram um acordo de cooperação para a conservação e gestão da zona costeira transfronteiriça entre os dois países.

O acordo foi assinado pelo Ministério do Ambiente e da Acção Climática da Guiné-Bissau e pelo Ministério do Ambiente e da Transição Ecológica do Senegal. O objectivo é reforçar a cooperação na protecção da biodiversidade e na gestão sustentável dos ecossistemas costeiros partilhados.

A iniciativa prevê a criação da futura Reserva de Biosfera Transfronteiriça Cacheu–Baixa Casamansa, abrangendo a região de Cacheu, na Guiné-Bissau, e a Baixa Casamansa, no Senegal.

 

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