De acordo com o Índice geral dos preços publicado pelo Instituto Nacional de Estatísticas, INE, os dados recolhidos em Junho findo, nas Cidades de Maputo, Beira, Nampula, Quelimane, Tete, Chimoio, Xai-Xai e Província de Inhambane, quando comparados com os do mês anterior, indicam que o País registou um aumento de preços na ordem de 0,20%. As divisões de Transporte e de Habitação, água, electricidade, gás e outros combustíveis foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 0,10 e 0,06 pontos percentuais (pp) positivos, respectivamente.
Desagregando a variação mensal por produto, é de destacar o aumento dos preços de transportes semicolectivos urbanos e suburbanos de passageiros (2,3%), do cimento (2,2%), do peixe fresco (1,9%), do peixe seco (0,7%), de detergentes em pó (1,9%), de transportes por barco e ferry-boat de passageiros (13,5%) e do arroz em grão (0,7%). Estes contribuíram no total da variação mensal com cerca de 0,24pp positivos. No entanto, alguns produtos com destaque para o tomate (2,5%), o repolho (6,1%), o amendoim (2,8%), a alface (2,7%), o feijão manteiga (0,6%), o frango morto em pedaços (1,0%) e o feijão nhemba (3,7%), contrariaram a tendência de aumento de preços, ao contribuírem com cerca de 0,11pp negativos no total da variação mensal.
Durante o primeiro semestre do ano em curso, o País registou um aumento do nível geral de preços na ordem de 5,40%. As divisões de Alimentação e bebidas não alcoólicas e de Transportes, foram as de maior destaque, ao contribuírem com cerca de 2,30pp e 2,03pp positivos, respectivamente.
Analisando a variação acumulada por produto, importa destacar o aumento dos preços do tomate, do gasóleo, de transportes semi-colectivos urbanos e suburbanos de passageiros, da gasolina, do peixe fresco, da couve e de transportes por táxis. Estes comparticiparam com cerca de 3,37pp positivos no total da variação acumulada.
Relativamente a igual período do ano anterior, os preços do mês em análise, registaram um aumento na ordem de 7,51%. As divisões de Transportes e de Alimentação e bebidas não alcoólicas, foram as que tiveram maior aumento de preços ao variarem com cerca de 13,85% e 13,35%, respectivamente.
Analisando a variação mensal pelos centros de recolha, verifica-se que em Junho último, as cidades de Nampula, de Xai-Xai e da Beira registaram queda de preços, com cerca de 0,33%, 0,18% e 0,06%, respectivamente. No entanto, os restantes centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Tete com 1,64%, seguida da Província de Inhambane com 0,40%, da Cidade de Chimoio com 0,29%, da Cidade de Quelimane com 0,26% e da Cidade de Maputo com 0,05%.
Desagregando a variação acumulada, verifica-se que durante o primeiro semestre do ano em curso, todos os centros registaram aumento de preços, sendo de destacar a Cidade de Xai-Xai com cerca de 8,21%, seguida da Cidade de Tete com 7,63%, da Província de Inhambane com 6,64%, da Cidade de Nampula com 6,27%, da Cidade da Beira com 5,28%, da Cidade de Chimoio com 5,23%, da Cidade de Quelimane com 4,93% e da Cidade de Maputo com 3,69%.
Comparativamente a variação homóloga, todos os centros registaram um aumento do nível geral de preços. A Cidade de Tete registou o maior aumento de preços com cerca de 13,54%, seguida da Cidade de Quelimane com 9,99%, da Cidade de Xai-Xai com 8,96%, da Cidade de Chimoio com 8,90%, da Província de Inhambane com 8,59%, da Cidade de Nampula com 7,29%, da Cidade da Beira com 6,25%, e da Cidade de Maputo com 4,16%.





