Patente a Exposição Solidária “Arte que Acolhe, Mãos que Ajudam” de Ernesto Tembe

Está patente, no Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, a exposição de artes plásticas “Arte que Acolhe, Mãos que Ajudam”, do artista plástico moçambicano Ernesto Tembe, conhecido no meio artístico por Neto. A iniciativa é promovida pela ACM – Arte e Cultura em Movimento, em parceria com o BCI, e alia a valorização da arte moçambicana à solidariedade.

A exposição reúne cerca de 25 obras de técnica mista, marcadas por uma paleta vibrante e por uma linguagem artística que retrata a riqueza da criatividade nacional. Mais do que uma mostra de arte, a iniciativa constitui um apelo à empatia e à mobilização colectiva em torno de uma causa humanitária.

A totalidade das receitas resultantes da venda das obras será destinada ao financiamento dos tratamentos médicos de Ernesto Tembe, que enfrenta problemas graves de visão, permitindo-lhe prosseguir o seu processo de recuperação e regressar à actividade artística.

Na cerimónia de abertura, o Director Central da Direcção de Transformação do BCI, Xavier Ubisse, destacou o significado da iniciativa e o compromisso da instituição com o desenvolvimento humano e cultural do País.”Ao abrirmos as portas da nossa instituição para esta iniciativa, reafirmamos que o BCI é muito mais do que um Banco. Somos uma instituição comprometida com o desenvolvimento sustentável de Moçambique, convicta de que o progresso se constrói não apenas através da economia, mas também pela promoção da cultura, da inclusão, da solidariedade e da valorização das pessoas”, afirmou.O responsável acrescentou que o Banco acredita que investir na cultura é investir na memória colectiva, na identidade nacional e na criatividade que projecta Moçambique para o futuro.

Visivelmente emocionado, Ernesto Tembe agradeceu o apoio recebido e manifestou o desejo de regressar ao BCI com uma nova exposição, já recuperado.”Gostaria de voltar aqui já curado, com a espátula nas mãos, para agradecer e mostrar que não se pode parar. Eu nasci para a arte, nasci para pintar e não gostaria de parar por aqui”, declarou o artista.

Por sua vez, o curador da exposição, Fernando Alexandre Fanheiro, sublinhou que a iniciativa pretende demonstrar que a arte pode ser um instrumento de transformação social e de promoção da solidariedade.”O mundo é habitado por nós, seres humanos. Se não formos solidários uns com os outros, significa que não vale a pena vivermos”, afirmou.

A cerimónia contou ainda com a presença da Ministra da Educação e Cultura, Samaria Tovela, que enalteceu o papel do BCI como parceiro estratégico na promoção da arte e da cultura em Moçambique, destacando o contributo da instituição na valorização dos artistas nacionais.

A governante apelou igualmente à participação dos moçambicanos nesta iniciativa solidária, considerando que o apoio ao artista representa um gesto de humanidade e de valorização da cultura nacional.

Integrada nas iniciativas de responsabilidade social e de promoção da cultura, a exposição reafirma o compromisso do BCI em apoiar projectos que contribuam para o desenvolvimento humano, para a preservação da identidade cultural moçambicana e para o fortalecimento dos laços de solidariedade na sociedade.

A exposição está aberta ao público, com entrada livre, até ao dia 20 de Julho, no Auditório do BCI, constituindo uma oportunidade para apreciar a obra de um dos mais reconhecidos artistas plásticos moçambicanos e, simultaneamente, contribuir para uma causa de elevado significado humano.

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