O presidente do partido Anamola, que esta terça-feira, 14 de Julho, participou pela primeira vez em uma sessão sobre o Diálogo Nacional Exclusivo realizado no Bairro 25 de Junho em Maputo reafirmou o seu compromisso com a necessidade com a verdade eleitoral em Moçambique.
Durante a sessão da Comissão Técnica, COTE, Venâncio Mondlane apresentou as suas posições sobre o que considera ideal para um processo eleitoral justo e transparente em Moçambique.
Na sua intervenção, partilhada também nas redes sociais, Mondlane apontou aspectos como a fragilidade metodológica da Cote questionando aquilo que considera a falta de rigor científico na actuação da Comissao Técnica dirigida por Edson Macuacua do partido Frelimo.
Para o presidente do Anamola, as categorias de análise da COTE são meramente improvisadas para além de que carecem de base empírica e ocultam o universo de inquiridos. “Ao contrário do Anamola e da Plataforma Decide, falta-lhes transparência” refere o político.
Além disso Venâncio Mondlane aponta igualmente o silêncio da comissão perante as alegadas irregularidades e denuncia uma total ausência de resposta às nossas cartas por si dirigidas a comissão, onde “expusemos violações de prazos e graves irregularidades no processo” insistiu.
Por outro lado, o político fala de direitos fundamentais não se negoceiam como a necessidade das reformas graduais na transparência eleitoral e despartidarização das instituições do Estado incluindo a máquina da administração eleitoral. “A justiça eleitoral é inegociável; não se reforma gradualmente uma ilegalidade” considera Venâncio Mondlane.
O presidente do partido Anamola apresentou a sua proposta sobre as reformas no processo eleitoral defendendo que, logo após a votação, cada mesa digitalize e envie (via scan – todo smartphone com WhatsApp faz scan) por um lado a acta directamente para uma base central da CNE para divulgação imediata, e por outro, partilhe a mesma em tempo real com eleitores, jornalistas e observadores da mesa respectiva.
Para Venâncio á Comissão Distrital de Eleições deverá caber apenas a responsabilidade sobre o envio posterior das actas físicas para verificação.
Venâncio Mondlane é actualmente o segundo candidato presidencial mais votado nas sétimas eleições presidenciais realizadas em Outubro de 2024 que colocaram Daniel Chapo e o seu partido Frelimo como vencedores. O escrutínio, porém, gerou uma onda de protestos violentos com consequências económicas drásticas para o Estado, incluindo o registo de centenas de mortes de moçambicanos.





