A escritora moçambicana Paulina Chiziane, foi distinguida Melhor Escritora de África para o ano 2026, pela Creators and Directors Excellence, numa cerimónia realizada em Luanda, a capital angolana.
O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, endereçou esta quinta-feira, 30 de Abril, uma mensagem de felicitações à escritora moçambicana Paulina Chiziane, distinguida como “Melhor Escritora de África de 2026”, no African Award – Creators and Directors Excellence 2026, cuja cerimónia teve lugar a 28 de Abril, em Luanda, República de Angola.
Na sua mensagem, o Chefe do Estado considerou a distinção como motivo de orgulho nacional, destacando o contributo da escritora para a valorização da cultura africana e a projecção de Moçambique no panorama literário internacional.
“Este reconhecimento ora atribuído constitui motivo de orgulho para todo o povo moçambicano, ao distinguir uma trajectória literária marcada pela autenticidade, coragem e profundo compromisso com a afirmação da cultura africana”.
O Presidente da República sublinhou, igualmente, o impacto da obra de Paulina Chiziane na sociedade, ressaltando o seu papel na promoção da reflexão social e na inspiração de novas gerações. “A sua obra continua a inspirar gerações, contribuindo para o fortalecimento da consciência colectiva e para a valorização das nossas raízes culturais no contexto global”.
A mensagem presidencial termina reiterando votos de sucessos contínuos à escritora, assinalando que a distinção reforça o reconhecimento internacional do talento africano e incentiva a continuidade da produção cultural de excelência no continente.
Paulina Chiziane nasceu no distrito de Manjacaze, província de Gaza em 1955. Em 2021 venceu o Prémio Camões. Entre outras, Paulina já publicou a “balada de amor ao vento”, 1990; ‘ventos do apocalipse” 1993: “o sétimo juramento”, 2000; niketche uma historia de poligamia”, 2002; “o alegre canto da perdiz”, 2008; “as andorinhas”, 2022; “eu, mulher, por uma nova visão do mundo”; 2013; “Ngoma Yethu: o curandeiro e o novo testamento” 2015 e o “canto dos escravizados” em 2015.





