A Editora Gala-Gala Edições anunciou esta sexta-feira, 17 de Abril, que a obra intitulada “As Coisas do Morto”, do poeta moçambicano Francisco Guita Jr., foi nomeada como uma das dez finalistas do Prémio ‘Glória de Sant’Anna’ na sua edição do 2026.
‘As coisas do Morto’ foi publicado originalmente em 2024 pela Gala-Gala Edições (Moçambique) e pela Kacimbo (Angola), e o livro continua a consolidar-se como uma das referências fundamentais da literatura contemporânea de língua portuguesa.
Em “As Coisas do Morto”, segundo o escritor Pedro Pereira Lopes, editor da Gala-Gala, Guita Jr. “parte da dialéctica entre a vida e a morte, não como pólos opostos, mas como estados intrinsecamente conectados, onde a finitude da experiência terrena projecta a urgência do sentir e do viver. Guita Jr. questiona a própria noção de tempo e permanência, utilizando a imagem recorrente da gaveta como um repositório de fragmentos de vida-memórias, objectos simbólicos, escolhas e silêncios -que coexistem e se desdobram em diferentes temporalidades”.
Este reconhecimento internacional sucede a um percurso já amplamente laureado: em 2025, o livro foi finalista de dois dos mais importantes galardões do espaço lusófono, o Prémio Oceanos e o Prémio Literário Mia Couto.
São também finalistas os livros “A Casa da Memória”, de Maria Azenha, “Invenção da Europa”, de José Gardeazabal, “Jugular Exposta”, de Rita Tormenta, “Manual de Sobrevivência ou outras formas de ficar”, de Andrea Fernandes, “meu corpo é testemunha”, de Maurício Rosa, “noturnos”, de Rui Sobral e “vinte e dois poemas de guerra para Clementina”, de Rui Sobral.
O corpo de jurados desta edição é composto por Matteo Angius (Moçambique), Xosé M. Eyré (Galiza), Jacinto Guimarães (Portugal), Andrea Paes (Portugal) e Vincenzo Paglione (Venezuela).
A Gala-Gala Edições manifesta a sua profunda satisfação por ver a poesia moçambicana, através da voz singular de Francisco Guita Jr., ocupar este lugar de destaque. Aguardamos com viva expectativa a divulgação do resultado final, prevista para o próximo mês de Maio, celebrando desde já a vitória que é a circulação e o reconhecimento da nossa literatura além-mar.





