Um grupo de populares enfurecidos do posto administrativo de Moneia, no distrito de Gilé, província da Zambézia, tomou e incendiou a unidade local da Polícia da República de Moçambique, PRM.
A ocorrência policial foi registada no seguimento de uma tentativa de linchamento contra um cidadão de 54 anos de idade, surpreendido alegadamente a espiar mulheres enquanto se banhavam em um rio que corre naquela região do centro de Moçambique.
A informação foi confirmada esta quarta-feira, dia 29 de Abril, pela porta-voz da PRM na Zambézia, Belarmina Henriques, que explicou que a situação saiu do controlo quando a multidão, revoltada, tentou fazer justiça pelas próprias mãos, entrando em confronto com as autoridades que procuravam proteger o suspeito.
De acordo com a Nova Rádio Paz, este é o terceiro caso de vandalização de infra-estruturas policiais registado na província em menos de uma semana, o que levanta preocupações quanto ao respeito pela autoridade do Estado. Outros casos de assalto e ocupação de unidades da polícia na Zambézia relacionam-se com os tumultos sobre atrofiamento de órgãos genitais masculinos que desde o passado dia 20 deste mês já provocaram a morte de pelo menos 12 pessoas e outras dezenas de feridos e detidos acusados de promover a violência e boato.
A credibilidade e imagem das autoridades policiais são consideradas sujas; a PRM é acusada sistematicamente de soltar criminosos a troco de dinheiro e também de estar ao serviço do parido no poder, a Frelimo esmagando o povo. Mas a corporação recusa as acusações e mantém postura de republicana.





