As dúvidas sobre a actuação corrupta dos profissionais da INAE parecem ficar esclarecidas. Esta semana mais um caso envolvendo um quadro de nível sénior da Inspecção Nacional das Actividades Económica, INAE, foi despoletado pelo Gabinete Central de Combate a Corrupção.
Foi na sequência de uma queixa apresentada ao Gabinete Central de Combate a Corrupção GCCC, no dia 3 de Maio de 2022, por um cidadão comerciante que se dedica a venda de vestuário e calçado num estabelecimento situado na baixa da cidade de Maputo, que foi detido em flagrante delito, o Director das Operações de Pesquisa e Inteligência Económica da Inspecção Nacional das Actividades Económicas, INAE, em pleno acto de recebimento de 250.000,00 meticais
Segundo a queixa, o servidor público em alusão, de nome Verónio Duvane, ordenou a apreensão de mercadorias no estabelecimento comercial, no âmbito de uma visita inspectiva efectuada por uma brigada da INAE, no dia 22 de Abril de 2022, sem, contudo, levantar o auto e emitir a multa.
Seguidamente, o Director das Operações de Pesquisa e Inteligência Económica da Inspecção Nacional solicitou ao comerciante queixoso o pagamento de dois milhões de meticais como condição para devolução da mercadoria, dos quais veio a receber uma parte correspondente a duzentos e cinquenta mil meticais
O GCCC diz que existem fortes suspeita de prática de crimes de corrupção passiva para acto ilícito e de abuso de cargo ou função foi instaurado o procedimento criminal contra o servidor publico, o Inspector Nacional Verónio Duvane, que corre termos sob o processo n 30/11/P/GCCC/2022 e, para efeitos de interrogatório de arguido preso, este foi presente a secção de instrução criminal do Tribunal da Cidade de Maputo.





