Hélio Banze Considera que Informação Clara Divulgada a Tempo Pode Ajudar a Mitigar os Impactos do El Niño

Uma informação clara e divulgada a tempo pode ajudar uma família a sair de uma zona de risco, proteger os seus bens ou preparar-se para um período de escassez de água. Foi esta responsabilidade da comunicação social que o Secretário Permanente do Ministério das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos, Hélio Banze, destacou ao abrir o seminário de capacitação de jornalistas sobre matérias de gestão de recursos hídricos na época chuvosa e ciclónica 2026/2027, realizado no passado dia 30 de Outubro de 2026, em Macaneta, distrito de Marracuene, província de Maputo.

Trata-se de um encontro que reuniu jornalistas de órgãos públicos e privados, bem como especialistas da Direcção Nacional de Gestão de Recursos Hídricos (DNGRH), do Instituto Nacional de Meteorologia (INAM) e do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres (INGD).

Intervindo na ocasião, em representação do Ministro das Obras Públicas, Habitação e Recursos Hídricos Fernando Rafael, Hélio Banze sublinhou que a preparação para a época chuvosa exige uma ligação permanente entre as instituições técnicas, os órgãos de comunicação social e as comunidades. As previsões e os alertas, explicou, precisam de chegar às pessoas numa linguagem que lhes permita compreender os riscos e saber como agir. “Uma informação sobre o risco não bem passada pode ter impactos bastante negativos nas nossas comunidades”, advertiu.

O Secretário Permanente apelou a uma cobertura que esclareça o que está previsto, para que período, em que áreas e quais as medidas de prevenção recomendadas. Defendeu a consulta de fontes oficiais e a distinção entre uma previsão e uma ocorrência confirmada, evitando manchetes alarmistas ou a apresentação de cenários como certezas.

A capacitação procura responder a estes desafios, reforçando os conhecimentos dos jornalistas sobre previsões climatológicas e hidrológicas, fenómeno El Niño, sistemas de aviso prévio, operação de barragens e prevenção de eventos extremos. A participação da DNGRH, do INAM e do INGD permite relacionar a informação sobre o tempo com o comportamento dos rios e as medidas de protecção das populações.

Por sua vez, a representante do GABINFO destacou que o rigor jornalístico e o acesso atempado à informação são fundamentais para uma comunicação que inspire confiança e ajude as comunidades a preparar-se. “Informar com rigor, clareza e oportunidade é também prevenir risco e proteger vidas humanas”, afirmou.

A interveniente realçou o papel das rádios comunitárias e dos meios de proximidade na divulgação de mensagens adaptadas às realidades locais, sobretudo junto das populações mais vulneráveis e distantes dos grandes centros urbanos. Sublinhou também a responsabilidade das instituições técnicas na disponibilização de informação actualizada e de orientações claras.

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