Adiado Aumento dos Preços dos ‘Chapas’ na Região Metropolitana do Grande Maputo

O preço do ‘chapa’ já não vai subir. O Governo, através do Ministério dos Transportes e Logística, e a Federação Moçambicana das Associações dos Transportadores Rodoviários (FEMATRO) chegaram a um entendimento que garante a manutenção das tarifas de transporte público de passageiros, a partir de 07 de Novembro de 2026, evitando, assim, um agravamento das despesas diárias das famílias.

Uma nota do Ministério dos Transportes e Logística indica que a solução prevê a atribuição de compensações financeiras extraordinárias aos operadores, que variam entre 25 mil e 90 mil meticais, em função do tipo e da categoria da viatura. A medida terá a duração de três meses e visa aliviar a pressão sobre os custos operacionais dos transportadores, sem transferir esse encargo para os passageiros. Porém, os transportadores têm estado a se queixar de não estar a receber os subsídios da parte do governo. Aliás, alguns sectores da opinião pública acreditam que o governo não vai conseguir honrar a sua promessa com os transportadores devido aos desafios orçamentais de que se debate incluindo dívidas com funcionários públicos e fornecedores.

Com esta decisão, o Governo procura proteger o poder de compra dos cidadãos, sobretudo das famílias que dependem diariamente do transporte público para trabalhar, estudar e realizar outras actividades essenciais. Os gestores da Fematro, também não parecem convencidos, mas não tem como, devido as implicações políticas sobre a medida.

O governo considera que num contexto de pressão sobre o custo de vida, evitar o aumento das tarifas significa também preservar o rendimento familiar e reduzir o impacto das despesas de transporte no orçamento doméstico.

O Executivo reafirma, deste modo, o seu compromisso de colocar os interesses dos cidadãos no centro das decisões do sector, conciliando a sustentabilidade da actividade dos transportadores com o direito dos moçambicanos à mobilidade a custos comportáveis.

O porta-voz do Conselho de Ministros, Inocêncio Ipissa, disse esta semana que o Governo ainda não foi informado sobre o fim das negociações com a Fematro, tendo em vista a alteração dos preços dos transportes de passageiros na região metropolitana de Maputo.

Na sua comunicação semanal, o Conselho de Ministros disse que não confirma a subida do preço do transporte semi-colectivo de passageiros em cinco meticais anunciado no dia 30 de Outubro pelo presidente da Fematro Paulo Muthisse

O preço dos transportes semi-colectivos de passageiros em Moçambique é considerado uma questão política e que mexe com sectores sensíveis das massas. Alguns sectores sépticos acreditam em uma possibilidade de recusa populacional, sobretudo devido altos níveis de pobreza que grassam a maioria de moçambicanos, para além de que a entrada em vigor dos novos preços dos transportes acontece poucos dias do julgamento de Venâncio Mondlane, que se acredita venha a gerar algum tipo de violência popular.

Os actuais preços de transportes em Maputo variam entre, 15MT, 18MT e 29Mt em algumas rotas. A última vez que o preço do ‘chapa’ subiu em Maputo foi em Julho do ano de 2022, quando a tarifa passou de 12 para 19 meticais e de 15 para 22 meticais.

Dados do governo indicam que circulam em Maputo cerca de três mil chapas, entre piratas e licenciados.

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