Presidente Chapo Reage com Consternação a Morte do Artista Gráfico Justino Cardoso em Nampula

O Presidente da República, Daniel Chapo, manifesta a sua profunda consternação pela morte do artista gráfico Justino António Cardoso, ocorrida na madrugada desta segunda-feira, 17 de Agosto, em Nampula, vítima de doença. Na mensagem de condolências, o Chefe do Estado destaca o percurso de dimensão internacional de Justino Cardoso e o seu relevante contributo para as artes, a cultura e a valorização da identidade moçambicana, através de uma obra que ultrapassou as fronteiras do país e foi apresentada em diferentes palcos internacionais, incluindo na Coreia do Norte, Finlândia e Suíça, onde o seu talento foi reconhecido.

O Presidente Chapo recorda Justino Cardoso como um criador e contador de histórias através da imagem, cuja obra abordou temas ligados à história, cultura e realidade social de Moçambique, incluindo a reforma do sector público, através da caracterização de boas e más práticas na promoção da boa governação e no combate à corrupção. Para além da sua produção artística, o Chefe do Estado realça o papel de formador e inspirador de jovens, contribuindo para o desenvolvimento das artes gráficas, do design e da comunicação, particularmente na província de Nampula. A mensagem presidencial considera que Justino Cardoso deixa um legado de criatividade, dedicação e amor às artes, reconhecido dentro e fora do país, tendo sido distinguido com o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Lúrio, em Nampula, entre outras distinções pelo seu contributo às artes e à cultura.

Neste momento de dor e luto, o Presidente Daniel Francisco Chapo endereça, em nome do Governo e do Povo moçambicanos, e em seu próprio, à família enlutada, aos amigos, colegas e à comunidade artística e cultural as suas mais sentidas condolências, pela perda de uma personalidade que projectou a arte e a identidade moçambicanas além-fronteiras.

Justino Cardoso nasceu em 1960. É artista gráfico e publicou seu primeiro trabalho em 1978. Em 2005, fundou e introduziu o uso da banda desenhada na reforma do sector público no MUHUPI, o primeiro jornal independente de Nampula. Foi condecorado com a ordem Artes e Letras do Estado Moçambicano, em 2015, e outorgado com o título Doutor Honoris Causa em 2022. Possui mais de 10 livros publicados e traduzidos para o Inglês, Francês, Italiano e Alemão, e é autor de originais de mais de 20 murais.

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