LAM Reporta Uma Recuperação Financeira de 5,3 Milhões de Meticais no Exercício de 2025

As Linhas Aéreas de Moçambique, LAM, dizem que encerraram o exercício económico do ano 2025 com um resultado líquido positivo de 5,3 mil milhões de meticais consolidando uma trajectória de recuperação financeira e operacional que foi aprovada pelos accionistas da companhia na assembleia-geral ordinária realizada no dia 29 de Junho findo.

Uma nota informativa da empresa divulgada esta terça-feira refere que os resultados reflectem a evolução positiva dos principais indicadores económicos financeiros evidenciados os efeitos das medidas de reestruturação racionalização de custos e reforço da eficiência operacional implementada ao longo do exercício.

Os resultados aprovados evidenciam uma redução de aproximadamente 13% do passivo, acompanhada por uma diminuição significativa da divida a fornecedores bem como um crescimento de 37% dos activos, reforçando a capacidade operacional e a posição patrimonial da companhia. No quadro do redimensionamento da mão-de-obra foram desvinculados da instituição mais de 130 colaboradores.

Durante o mesmo período, a LAM reduziu os custos operacionais em cerca de 20% fruto da racionalização da estrutura organizacional, optimização dos recursos disponíveis e da renegociação de contratos com fornecedores estratégicos.

No conjunto, estes indicadores demonstram uma melhoria consistente do desempenho económico e operacional da LAM, reflectindo o compromisso da administração dos trabalhadores, dos accionistas e dos parceiros estratégicos na implementação do processo de recuperação da empresa.

Apesar dos resultados alcançados, a LAM reconhece que o processo de recuperação ainda não está concluído. Persistem desafios importantes nomeadamente ao nível da consolidação da estrutura financeira, do reforço da liquidez e da continuidade das medidas da eficiência operacional.

Os capitais próprios da companhia registaram uma melhoria de cerca de 5,3 mil milhões de meticais impulsionada pelos resultados positivos alcançados em 2025e pelas medidas de recapitulação implementadas pelos accionistas.

Ainda assim, continuam negativos evidenciado que a recuperação financeira devera prosseguir de forma gradual sustentada nos próximos exercícios económico-financeiros.

Apesar das melhorias reportadas pelos accionistas, entidades independentes denunciam a manutenção de sérios problemas de gestão na LAM incluindo a compra de aeronaves com deficiências mecânicas e que permanecem meses sem voar. Os actuais accionistas da empresa são a Hidroeléctrica de Cahora Bassa, a empresas Portos e Caminhos de ferro de Moçambique e a segurado estatal Emose.

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