Gueta Chapo Defende Compromisso Nacional para Que Nenhuma Criança Morra por Causas Evitáveis

A Primeira-Dama da República, Gueta Selemane Chapo, defendeu esta segunda-feira, 20 de Julho, na cidade da Matola, província de Maputo, que Moçambique deve assumir um compromisso colectivo de não aceitar como inevitável qualquer morte infantil por causas preveníveis, apelando ao envolvimento das famílias, comunidades, instituições públicas e parceiros na protecção da criança desde a gravidez até ao seu pleno desenvolvimento. A mensagem foi transmitida durante a cerimónia de lançamento do Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil (PASI) 2026–2030. Na sua intervenção, Gueta Chapo afirmou que a sobrevivência infantil deve constituir uma causa nacional, sustentando que o futuro do país depende da forma como protege as suas crianças desde os primeiros momentos de vida. Segundo disse, o PASI representa o reforço do compromisso do Estado com políticas orientadas para a protecção da vida e para a garantia de um desenvolvimento saudável das crianças moçambicanas. A Primeira-Dama sublinhou que o país não pode considerar aceitável a perda de crianças por causas que podem ser prevenidas, defendendo que o verdadeiro desenvolvimento só será alcançado quando os progressos económicos se traduzirem em melhores condições de vida para mães e crianças. “Nenhuma estratégia de desenvolvimento será plenamente bem-sucedida enquanto perdermos crianças por causas que sabemos prevenir”, afirmou. Embora tenha reconhecido os avanços registados por Moçambique na redução da mortalidade infantil e neonatal, Gueta Chapo observou que persistem desafios relacionados com o acesso aos cuidados de saúde, nutrição, água segura, saneamento e informação, factores que continuam a comprometer a sobrevivência e o desenvolvimento infantil em várias comunidades. Perante esse cenário, defendeu que a implementação do PASI exige uma resposta concertada de toda a sociedade, considerando que a responsabilidade pela protecção da criança não pertence apenas ao Governo, mas também às famílias, aos profissionais de saúde, aos líderes comunitários e religiosos, aos parceiros de cooperação, às organizações da sociedade civil, aos professores e aos órgãos de comunicação social. Durante o discurso, prestou homenagem às mães, profissionais de saúde, agentes polivalentes, parteiras, líderes comunitários e voluntários que diariamente trabalham em prol da saúde materno infantil, destacando o seu contributo para salvar vidas e levar esperança às comunidades mais vulneráveis. “São estes homens e mulheres os verdadeiros heróis silenciosos da sobrevivência infantil. A eles dirijo a minha mais sincera homenagem”, declarou. Num dos momentos centrais da sua intervenção, a Primeira-Dama lançou um apelo à mobilização nacional para colocar a sobrevivência infantil acima de qualquer diferença política, religiosa, étnica ou regional. “A vida de uma criança tem apenas uma bandeira: a bandeira da República de Moçambique. Digo isto porque a vida de uma criança está a cima de todas as diferenças políticas, religiosas, étnicas e regionais. A única bandeira é que esta criança pertence ao território moçambicano”, enfatizou. Gueta Chapo apelou igualmente às famílias para assumirem uma responsabilidade partilhada na protecção das crianças desde a gravidez, incentivando uma maior participação dos pais nos cuidados pré-natais e na criação dos filhos, bem como a valorização da mulher e da harmonia familiar. “Hoje somos chamados a assumir um compromisso colectivo de não aceitar como inevitável nenhuma morte evitável, de cuidar melhor das nossas mães, fortalecer os serviços de saúde e proteger cada criança desde a gravidez até ao seu pleno desenvolvimento”, afirmou. A Primeira-Dama encerrou a cerimónia reiterando que a protecção da criança constitui um investimento no futuro de Moçambique, antes de declarar oficialmente lançado o Plano de Acção para a Sobrevivência Infantil (PASI) 2026–2030, instrumento que orientará as acções nacionais para acelerar a redução da mortalidade infantil e neonatal no país. (GI)

Impossível copiar o conteúdo desta página