Presidente Daniel Chapo Felicita Mia Couto por Distinção Académica na Hungria

O Presidente da República, Daniel Francisco Chapo, endereçou uma mensagem de felicitação ao escritor moçambicano Mia Couto pela recente distinção com o título de Doutor Honoris Causa atribuído pela Universidade Eötvös Loránd, uma das mais prestigiadas instituições académicas da Hungria. Na sua mensagem, o Chefe do Estado considera que esta distinção constitui motivo de orgulho para Moçambique e reconhecimento do talento, da criatividade e da profunda dimensão humanista da obra literária de Mia Couto, que continua a projectar o nome do país além-fronteiras. O Presidente da República destaca, igualmente, o facto de a universidade húngara ter reconhecido Mia Couto como uma voz incontornável dos povos do Sul Global, sublinhando a relevância internacional da sua obra na promoção do diálogo entre culturas, da valorização da identidade africana e da reflexão sobre os desafios contemporâneos da humanidade. A mensagem presidencial refere ainda que o percurso literário e intelectual de Mia Couto representa uma fonte de inspiração para as novas gerações de moçambicanos, pelo seu contributo para a afirmação da cultura nacional e para o fortalecimento da presença de Moçambique no panorama cultural e académico internacional.

O Estadista moçambicano termina desejando ao escritor contínuos sucessos pessoais e profissionais, manifestando confiança de que continuará a elevar o prestígio de Moçambique através da sua obra e intervenção cultural.

Mia Couto (António Emílio Leite Couto) nasceu a 5 de Julho de 1955 na cidade da Beira, centro de Moçambique. Aos 14 anos, o escritor publicou o seu primeiro texto literário no jornal Notícias da Beira antes de em 1972, ingressar na Faculdade de Medicina da Universidade Eduardo Mondlane em Maputo onde estudou dois anos, tendo em 1974, abandonado o curso para trabalhar como jornalista. Em 1976 foi Director da Agencia de informação de Moçambique e em 1983 publicou o seu primeiro livro, ‘Raiz de Orvalho’.

Em 1992 Mia publicou o romance ‘Terra sonâmbula’ eleito dos melhores livros africanos do século XX e em 1998 Mia Couto tornou-se o segundo escritor africano eleito para a Academia Brasileira de Letras.

Entre outros Mia Couto igualmente já recebeu o prémio Anual de Jornalismo Areosa Pena (1980); Virgílio Ferreira (1990); Prémio Nacional de Ficção da Associação de Escritores Moçambicanos (1995); Mário António (2001); União Latina de Literaturas Românticas (2007) Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura (2007); Eduardo Lourenço (2011); Camões  (2013) e Prémio Internacional de Literatura Neustadt (2014).

Aparentemente um dos mais importantes capitalistas em Maputo, em 2024, aquando das manifestações que se seguiram as sétimas eleições gerais e multipartidárias, a imprensa internacional escreveu que o escritor Mia Couto tentou fugir do país devido a degradação da situação política e de segurança no seu país. Dados publicados por entidades independentes em Moçambique indicam que a violência que se seguiu as eleições que colocaram Daniel Francisco Chapo e a Frelimo no poder terá culminado com a morte de cerca de 500 pessoas, centenas de detidos e evasões nas cadeias incluindo o assalto e destruição de esquadras da polícia.

 

 

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