Fuzileiros Moçambicanos e Europeus Iniciam Treino Colectivo de Força de Reacção Rápida na Katembe

Teve início, semana passada, em Katembe, Município de Maputo, o treino colectivo da 3.ª Força de Reacção Rápida (QRF) de Fuzileiros da Marinha de Guerra das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM), com o apoio de militares do Training and Mentoring Group da Missão de Assistência Militar da União Europeia em Moçambique  (EUMAM MOZ).

Esta nova etapa de formação foca-se na integração das diferentes capacidades operacionais, promovendo a coordenação, a coesão e a aplicação conjunta de técnicas, tácticas e procedimentos (TTP’s) em contextos defensivos, ofensivos, urbanos, ribeirinhos e anfíbios.

Agora, mais do que o desenvolvimento individual, procura-se garantir que a força actua de forma sincronizada, eficiente e adaptada aos desafios reais do terreno operacional em Cabo Delgado, através do treino operacional em Posições de Combate Defensivas (DFP), navegação terrestre, comunicações e apoio logístico.

Este avanço demonstra uma evolução consistente no reforço das capacidades das FADM, com uma transição clara para níveis mais elevados de autonomia e prontidão no terreno.

A EUMAM MOZ é uma missão não executiva, centrada no treino especializado, mentoria e assessoria com o objectivo de garantir que as Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) sejam autos suficientes no combate à insurgência, sempre em conformidade com o Direito Internacional Humanitário e o Direito Internacional dos Direitos Humanos. Mas algumas entidades independentes em Moçambique dizem que a contribuição europeia nos esforços tendentes a resposta aos ataques terroristas no norte de Moçambique é ténue, sobretudo se avaliado sob ponto de vista de impactos reais no terreno, onde o fenómeno tende para o alastramento.

Entretanto as forças moçambicanas tem estado por baixo de fortes criticas por alegadas práticas agressivas aos direitos humanos nas zonas afectadas pelo terrorismo. No mês passado, por exemplo, as FADM foram acusadas de atirar para mais de uma dezena de indefesos pescadores membros da comunidade local. O governo não assumiu a autoria do assassinato daqueles ilhéus pesqueiros.

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