Continuam em Maputo as operações de detenções visando entidades próximas das elites político-económicas até aqui consideradas na posição de intocáveis pelo seu poder e controlo sobre a economia política.
Esta sexta-feira, 17 de Abril, uma operação conjunta a mando do Ministério Público está a realizar uma operação de buscas e recolhas nas residências e escritórios do conhecido cidadão italiano Umberto Sartori Vidock, proprietário do famoso complexo residencial Kaya Kwanga, localizado no bairro da Costa do Sol, na cidade de Maputo.
Alguma imprensa escreve que a Polícia da República de Moçambique, PRM invadiu esta manhã, as instalações do complexo residência e de restauração, Kaya Kwanga, na cidade de Maputo, onde deteve o proprietário, um cidadão italiano de nome Humberto Sartori Vidock, que residi no país há mais de três décadas, Umberto Sartori Vidock é indiciado de ser um barão da droga e líder de sectores relevantes do crime organizado em Moçambique.
Humberto Sartoni há muito que exerce forte influencia sobre grupos como o partido Frelimo em Moçambique, sobretudo nos derradeiros anos do século 20, (anos 2000). Foi no Kaya Kwanga que foram realizadas negociações políticas entre a Frelimo e a Renamo e que culminaram com a expulsão de Raul Domingos da Renamo, negociador chefe, quando Afonso Dhlakama acusou Domingos de ligações suspeitas com a Frelimo e recebimentos de dinheiro para fazer cedências nas negociações que opunham as partes incluindo pedidos de interesse pessoal.
Foi ainda no complexo residencial Kaya Kwanga, sob gestão de Umberto Sartori Vindock que o antigo Inspector e Director da extinta Polícia de Investigação Criminal, PIC, António Frangulius realizou os polémicos interrogatórios aos arguidos no caso do assassinato do jornalista Carlos Cardoso assassinado em Novembro de 2000 alegadamente por ordens do filho do então Presidente da República, Joaquim Chissano.
A actual operação da polícia que incluiu buscas e apreensões no interior do complexo, foi levada a cabo por brigadas do Serviço Nacional de Investigação Criminal (SERNIC), Polícia da República de Moçambique (PRM) e forças especiais, designadamente, agentes da Unidade de Intervenção Rápida (UIR), havendo registo de troca de tiros. O Sernic ainda não deu esclarecimento sobre esta operação, mas apresentou dois mexicanos alegadamente detidos quando desembarcavam segunda-feira no Aeroporto Internacional de Maputo.





