O antigo deputado da Assembleia da República, António Muchanga, anunciou a sua recusa a um possível acordo com a liderança do seu partido, a Renamo para encerrar de forma pacífica e consensual o litigio sobre a sua suspensão e perda de direitos no partido.
Em Março passado, António Muchanga foi suspenso, proibido de falar e exibir os símbolos do seu partido em público, incluindo frequentar as instalações da renamo por alegada indisciplina, ataques sistemáticos aos métodos da actual liderança da Renamo. Na altura o antigo deputado recorreu ao tribunal, que anulou a decisão do Conselho Jurisdicional da Renamo sobre o seu afastamento e repôs legalidade do gozo de todos os direitos como membro pleno daquela formação política.
Falando no final da sessão da manha desta sexta-feira, 17 de Abril, que não decorreu como estava prevista devido a irregularidades sobre a legalidade do representante da Renamo no processo, António Muchanga disse a jornalistas a saída do Tribunal Judicial da Cidade de Maputo, que o seu partido está a propor um acordo para anular o processo, mas ele não vai aceitar porque Ossufo Momade “deve-se afastar da presidência” e “parar de perseguir pessoas” porque órfãos do líder Afonso Dhlakama.
Lado a lado com Alfredo Magumisse e João Machava, António Muchanga tem estado, desde 2025 passado, a apoiar um movimento interno de contestação a actual presidência da Renamo. E exige a sua destituição imediata e a eleição de uma nova liderança. Mas o presidente Ossufo Momade já disse que está pronto para deixar a presidência desde que seja em fórum próprio e em fim de mandato estabelecido pelo congresso que o elegeu.





