O partido Anamola anunciou a sua admissão como membro efectivo do movimento liberal internacional. A admissão como membro efectivo liberal internacional, foi aprovada por unanimidade pelos delegados reunidos em congresso em Banguecoque, na Tailândia, esta terça-feira, dia 3 de Novembro 2026.
Para o Anamola, este feito abre uma nova etapa nas relações internacionais do partido e reforça a responsabilidade de defender a liberdade, a democracia, os direitos humanos e a dignidade de cada moçambicano.
Venâncio Mondlane, que participa desde segunda-feira, 2 Novembro, no Congresso da Liberal Internacional, intervém no painel subordinado ao tema (Resistir à Repressão Transnacional e à Intimidação Estatal), partilhando a sua perspectiva sobre os desafios à liberdade, aos direitos fundamentais e à democracia.
“Felicitamos o presidente do partido, Venâncio António Bila Mondlane, líder desta visão do povo para o povo, e todos que trabalharam para tornar esta conquista para tornar esta conquista possível” refere uma nota do Anamola.
Além disso, aos partidos e delegados da liberal internacional, o Anamola diz que agradece a confiança expressa nesta votação unânime e assumi o compromisso de participar activamente nesta magna família política, levando a voz de Moçambique e contribuindo para a defesa dos valores democráticos.
A Liberal Internacional é uma Federação fundada há 79 anos, com sede em Londres, que reúne mais de 90 partidos políticos. Como membro o Anamola terá direito a observação eleitoral internacional incluindo capacitação institucional.
“Aos revolucionários, esta conquista internacional deve traduzir-se em mais trabalho, transformado em resultados junto do nosso povo. Temos que transformar esta ligação em oportunidades de formação, troca de experiência e cooperação, fortalecendo a capacidade do partido para servir o povo moçambicano que representamos”indica uma nota do Anamola partilhada nas redes sociais na qual o partido de Venâncio Mondlane acrescenta que celebra este feiro com os olhos postos nas comunidades moçambicanas mais desfavorecidas, nos jovens que dia a dia procuram oportunidades e nas famílias que esperam instituições justas e serviços públicos que funcionem.
No próximo dia 17 deste mês de Novembro, o presidente do Anamola vai a julgamento no Tribunal Supremo em Maputo acusado de autor moral das violentas manifestações que se seguiram as eleições de 2024 e que culminaram com destruições e a morte de centenas de moçambicanas que na altura exigiam a justiça eleitoral. Alguns sectores da política dizem que o julgamento de Venâncio Mondlane é uma manobra do governo da Frelimo tendo em vista afastar Mondlane da corrida eleitoral.





