A Secretária de Estado na Província de Inhambane, Arsénia Felicidade Massingue, enaltece o papel dos Secretários Executivo, Particular e Assistente na dinamização das actividades dos sectores.
Para Arsénia Massingue, esta classe de profissionais constitui uma componente estratégica da gestão administrativa, um ponto de articulação entre o dirigente, os sectores e os cidadãos, sendo determinante para a organização das agendas, o encaminhamento dos expedientes e o acompanhamento das decisões.
De acordo com a dirigente, a eficácia da Administração Pública não se determina apenas pela existência de estruturas, recursos ou procedimentos normativos. “Afere se, sobretudo, pela capacidade de transformar decisões em resultados, assegurar respostas oportunas às necessidades dos cidadãos e exercer as responsabilidades públicas com competência, integridade e sentido de missão”.
A governante falava, há dias, na abertura da Primeira Reunião Provincial dos Secretários Executivos / Particulares e Assistentes dos Administradores Distritais e dos Municípios da Província de Inhambane.
Na ocasião, a Secretária de Estado apelou aos presentes para se reinventarem face às novas tendências tecnológicas de informação e comunicação, para flexibilizar ainda mais o atendimento ao cidadão, bem como ao respeito dos instrumentos que regulam o funcionamento da administração pública.
“Este encontro representa uma oportunidade para reflectirmos sobre a contribuição destes profissionais para a organização do trabalho governativo, a circulação da informação, a preservação da memória institucional e a melhoria do funcionamento dos serviços públicos”, apelou.
No quadro da implementação do Programa Quinquenal do Governo 2025 – 2029, a dirigente referiu que: “cabe a cada um de nós assumir que o exercício da funçãopública não constitui um privilégio, mas uma responsabilidade perante o Estado e a sociedade. Servir bem exige disciplina, rigor, respeito pela legalidade e compromisso permanente com o interesse público”.
A Secretária de Estado na Província de Inhambaneacrescentou que, o secretariado “não é uma estrutura meramente auxiliar”. “É uma componente estratégica da gestão administrativa, um ponto de articulação entre o dirigente, os sectores e os cidadãos, sendo determinante para a organização das agendas, o encaminhamento dos expedientes e o acompanhamento das decisões”.
“A qualidade do trabalho desenvolvido nesta área influencia directamente o desempenho dos gabinetes e a imagem das instituições. Um expediente retido sem justificação, uma agenda desorganizada ou um atendimento inadequado podem comprometer decisões, atrasar respostas e enfraquecer a confiança dos cidadãos”.
Para Massingue, a transformação digital exige uma mudança de mentalidade e de práticas na Administração Pública. “Não basta dispor de computadores ou utilizar plataformas electrónicas, é necessário integrar a tecnologia nos processos de trabalho, melhorar a circulação da informação e reforçar a capacidade de resposta institucional”.
“Devemos superar a cultura administrativa de “o documento ainda está no gabinete do chefe” e consolidar uma prática de rastreabilidade, acompanhamento e responsabilização. O dirigente deve dispor de informação actualizada sobre os processos pendentes, os prazos em curso e os assuntos que exigem decisão”.
Felicidade Massingue salientou que, a utilização do correio electrónico institucional, dos sistemas de gestão documental e das ferramentas de inteligência artificial “deve obedecer a critérios de profissionalismo, segurança e respeito pela confidencialidade da informação”. “A modernização tecnológica não dispensa o rigor humano, exige, pelo contrário, maior prudência na gestão dos dados e na comunicação institucional”
A dirigente exortou aos participantes, a desenvolver uma postura proactiva: antecipar necessidades, preparar documentação, identificar pendências e apoiar a tomada de decisões com informação organizada e fiável, sempre dentro dos limites das vossas competências.
“A natureza das vossas funções exige elevados padrões de integridade. A proximidade com o dirigente proporciona acesso a informações e assuntos que requerem discrição, lealdade institucional e sentido de responsabilidade. Essa proximidade não deve ser convertida em privilégio pessoal, mas assumida como um dever acrescido de confiança e protecção do interesse público”.
O executivo pretende ver secretariados que acrescentem valor ao funcionamento das instituições, com iniciativa, disciplina, espírito de equipa e capacidade de resolução de problemas. “O profissional de secretariado, embora nem sempre esteja na linha da frente da exposição pública, desempenha um papel decisivo na credibilidade das instituições. Cada expediente bem tratado, cada informação transmitida com rigor e cada cidadão atendido com respeito contribuem para fortalecer a confiança no Estado”.





