O Tribunal Supremo decidiu ceder a pressão popular e admite a transmissão parcial das sessões do julgamento do político Venâncio Mondlane marcado para 17 de Novembro próximo na sala do supremo em Maputo
Um despacho datado de 21 de Setembro corrente citado pelos órgãos de comunicação indica que o Tribunal Supremo ainda não encerrara as discussões sobre a decisão de transmitir ou não em directo do julgamento do presidente o partido Anamola. O despacho indica que a decisão deverá ser tomada nos termos e milites que vierem a ser fixados por um despacho autónomo . o despacho do dia 21 fala de “Proibir a captação de som e imagem no interior da sala de audiências durante a realização do julgamento, sem prejuízo da presença de órgãos de comunicação social para efeitos de cobertura noticiosa escrita, nos termos e limites que vierem a ser fixados por despacho autónomo.”
A ser aprovada, a transmissão em directo do julgamento de Venâncio Mondlane vai limitar-se em três momentos específicos da audiência nomeadamente a fase da apresentação da acusação pelo Ministério Público; o momento da apresentação da defesa do Venâncio Mondlane e ainda o momento final da leitura da sentença.
A decisão do supremo acontece numa altura em que o Anamola está a realizar um movimento público de manifestação expressa em requerimento junto do tribunal da vontade individual de transmissão em director do julgamento de Mondlane. Apesar do recuo do tribunal Supremo, a corrente que realiza este exercício diz que não vai recuar porque pretende forçar o supremo a transmitir o julgamento na íntegra.
Venâncio Mondlane vai ser julgado em Novembro como autor moral da violência que se seguiu as eleições de 2024 na qual terão morrido mais de 400 pessoas que protestavam os resultados anunciados na altura pelo Conselho Constitucional declarando Daniel Chapo e a Frelimo como vencedores do sufrágio.





