A partir de hoje, 7 de Maio em Moçambique, o gasóleo e o petróleo de iluminação passam a custar 45% mais caro, ao subir, o gasóleo (diesel), de 79.88 meticais o litro para os actuais 116.25 meticais e o petróleo de 66.86 meticais para 97.56 meticais o litro.
O Presidente da República, Daniel Chapo, que visita a província de Tete, explica que não há motivo para alarme porquanto os preços praticados no país continuam os mais baixos da região austral de África.
Apesar do optimismo presidencial, nas bombas (postos de abastecimento) um pouco por todo o país, vive-se um verdadeiro cenário de caos, confusão e pancadaria em alguns casos; as longas filas de cidadãos que ocorrem aos postos de abastecimento não cessam, bichas longas de viaturas e também de jovens peões portando os chamados bibons, garrafas e outros recipientes para líquidos. Os automobilistas passam as noites nas bichas a espera da sua vez, que nem sempre chega.
“Trabalhamos um dia e dois dias passamos a procura de combustível”, conta um automobilista do sector dos transportes públicos em Maputo. A imprensa tem estado a noticiar que em Nampula, os chapeiros, de forma unilateral, estão a praticar um incremento de 100% das actuais taxas. As distâncias cujo custo estava a 10 meticais passaram para 20. Em Maputo também há relatos de transportadores de algumas rotas que paralisaram as actividades em protesto aos preços alegadamente baixos em vigor no seguimento do aumento dos preços nos combustiveis.
Algumas associações de transportadores em Maputo já confirmaram negociações com o governo em face a subida dos 45% do gasóleo e 12% da gasolina. Ainda não há propostas oficiais. Mas algumas fontes dizem que o chapa que actualmente custa 15 meticais pode passar para 20 e o de 18 para 23 meticais.
O governo fala de esquemas ilegais nos circuitos de distribuição de combustíveis porque os stocks disponíveis no país são suficientes para abastecer o mercado nacional sem problemas. O Ministro da Economia Basílio Muhate disse no parlamento esta semana que nos últimos dias as bombas têm estado a vender diariamente quantidades que normalmente são comercializadas em um período de uma semana, explicando a rotura dos stocks ao bum da procura. Mas o governo em finais Março prometera actualizar os preços, o que veio a confirmar-se.
Alguns automobilistas esperavam que com o anúncio dos novos preços dos combustíveis o caos nos postos de abastecimentos reduzisse, mas até ao final da tarde desta quinta-feira não se vislumbra qualquer tendência de mudança do cenário catastrófico.





