Cinco Guardas Penitenciários Suspensos Por Introduzir Telemóveis nas Celas da BO

Cinco agentes do Serviço Penitenciário Nacional afectos a cadeia de máxima segurança, BO, estão suspensos acusados de envolvimento em esquemas de facilitação de entradas de telefones e outros bens proibidos no interior das celas daquela cadeia.

O facto foi revelado por Mário Vicente, do Serviço Penitenciário Nacional durante uma operação de fiscalização conjunta realizada no interior da cadeia BO.

Duas semanas depois da primeira operação, o Serviço Nacional de Investigação Criminal, Sernic, voltou esta segunda-feira, 4 de Maio, às celas da cadeia de máxima segurança, BO, localizada no município da Matola, província de Maputo, para acções de busca e recolha de equipamentos electrónicos e outros materiais ilegalmente introduzidos no interior da cadeia e na posse dos reclusos.

Nesta operação o Sernic diz que nas buscas que realizou recolheu diversos bens, dinheiro, droga, telemóveis, entre outros diversos bens introduzidos de forma ilegal no interior das celas daquela cadeia de máxima segurança

O porta-voz do Serviço Nacional Penitenciário, Mário Vicente, explicou que cinco agentes penitenciários encontram-se suspensos do trabalho e com processos disciplinares em curso acusados de facilitar a entrada de telemóveis no interior das celas e que são usados por reclusos para o cometimento de vários tipos de crime a partir do interior da cadeia.

O porta-voz do Serviço Penitenciário Nacional não falou da situação do recluso Umberto Sartori, proprietário do Residencial Kaya-Kwanga detido na companhia de comparsas o mês passado acusado de vários crimes incluindo tráfico de drogas e branqueamento de capitais.

Hilário Lole, porta-voz do Serviço Nacional de Investigação Criminal, o trabalho realizado hoje na BO enquadra-se nos esforços conjuntos que envolve também a Polícia da República de Moçambique, o Serviço Nacional Penitenciário e culminou com a recolha de 30 telemóveis, dos quais 19 smart phones, 11 mil meticais em dinheiro, quantidades significativas de cannabis sativa, cin cards usados por reclusos para práticas de burlas entre outros equipamentos e bens proibidos nas celas.

Impossível copiar o conteúdo desta página