Está marcado para a tarde de hoje, segunda-feira, 4 de Maio, mais uma sessão do julgamento do mediático caso dos “219 milhões”, movido pelo Presidente do partido Podemos contra o activista Adriano Nuvunga.
Adriano Nuvunga do Centro Para a Democracia e Direitos Humanos acusou Albino Forquilha, Presidente do partido Podemos de receber 219 milhões em dinheiro para alterar os resultados das sétimas eleições gerais e multipartidárias de 2024, em que o Conselho Constitucional declarou Daniel Chapo e o seu partido a Frelimo vencedores do pleito.
Depois de vários adiamentos a primeira sessão do julgamento foi na quarta-feira, 05 de Novembro no Tribunal Judicial de Maputo.
Para o partido Podemos no julgamento do caso dos 219 milhões, o Doutor Adriano Nuvunga, acusou de forma falsária, ao presidente do Podemos Albino Forquilha de ter “vendido a verdade eleitoral”, nas eleições presidenciais de 2024.
Alguns sectores da opinião pública acredita que Adriano Nuvunga pode não ter provas sobre as acusações que fez contra Forquilha. Acredita-se numa calúnia e difamação desencadeada por Nuvunga contra Forquilha embalado pelo ambiente de tensão que se viveu imediatamente a seguir as sétimas eleições gerais e multipartidárias realizadas em Outubro de 2024 em Moçambique.
Recorde-se que na primeira sessão em Novembro de 2025, Adrinano Nuvunga chegou ao tribunal por volta do meio-dia na companhia da sua equipa de defesa e colaboradores do CDD. Á sua chegada ao tribunal, Nuvunga, apresentou publicamente uma missiva na qual se declara perseguido e vítima do sistema político vigente em Moçambique, que alegadamente lhe persegue nos mais de 20 anos que trabalha na defesa dos direitos humanos no país.
A seguir a declaração de Adriano Nuvunga a imprensa na sua chegada ao tribunal
“Maputo, 5 de Novembro de 2025”
“Obrigado por estarem aqui.”
“Para quem está nesta luta há vinte e sete anos, hoje não vejo apenas um tribunal. Vejo um símbolo da longa caminhada do povo moçambicano pela justiça, pela dignidade e pela liberdade.”
“Hoje é o Dia da Legalidade — e nada mais coerente do que estarmos aqui a cumprir a notificação, em respeito ao Tribunal e ao Ministério Público.”
Este processo trouxe um ponto essencial: o próprio Ministério Público reconhece que, no âmbito do nosso activismo, prestamos “serviço relevante à sociedade”.
“Para nós, isso é motivo de honra. Consagra um percurso de serviço público, e reafirma que cidadania activa e legalidade caminham juntas.”
“O simples facto de estarmos aqui é, de certa forma, o resultado dessa luta colectiva. Mostra que as instituições funcionam e que a justiça, quando se faz ouvir, fortalece a democracia.
Como defensor dos direitos humanos, sinto orgulho em fazer parte deste percurso.”
“Os trabalhos que realizamos ao longo dos anos — nas comunidades, nos tribunais, nas ruas, nos espaços de diálogo — sempre tiveram um único propósito: servir o povo moçambicano e afirmar o direito à dignidade, à liberdade e à justiça.”
“Estar aqui hoje não é um obstáculo, é uma continuidade dessa missão.”
“E acredito que cada passo dado com respeito e verdade é uma vitória para todos nós. FIM!”.
O Presidente do partido Podemos, Albino Forquilha já disse a imprensa que não vai desistir do processo até que Nuvunga apresente as provas sobre as acusações que fez contra a sua honra e integridade. Aparentemente no seguimento do processo, Adriano Nuvunga deixou-se fotografar ao lado do Presidente do Tribunal Supremo em Moçambique.





