Tem lugar, esta Terça-feira, 4 de Março, pelas 17h00, no Auditório do Banco Comercial e de Investimentos (BCI), em Maputo, a abertura da exposição “Recordando o Mestre Malangatana”, uma homenagem ao Mestre Malangatana Valente Ngwenya, um dos maiores expoentes das artes plásticas de Moçambique.
Esta exposição, que conta com a curadoria do artista Jorge Dias, visa celebrar o legado artístico e cultural de Malangatana, reconhecido mundialmente por sua obra que retratou a identidade, a história e a cultura moçambicana. A exposição reúne uma selecção de obras que reflectem a profundidade e a inovação que marcaram o percurso do Mestre, cuja arte transcendeu fronteiras e se tornou um símbolo da arte africana contemporânea.
O evento contará com a presença de altas individualidade do Governo, representantes do BCI, membros da Fundação Malangatana, artistas e o público. Trata-se de uma oportunidade única de recordar e celebrar o impacto duradouro de Malangatana na arte moçambicana e internacional.
MalangatanaValente Ngwenya, ou simplesmente MALANGATANA, nasceu em Matalana, província de Maputo, a 6 de Junho de 1936. Trabalhou como criado e apanhador de bolas antes de iniciar-se no desenho e na pintura. É um artista de reconhecido mérito no desenho, aguarela, tapeçaria, cerâmica, gravura, escultura monumental em ferro e em cimento, em murais. Foi também poeta, cantor, dramaturgo, músico e dançarino.
Expos pela primeira vez em 1959, no salão de Artes Plásticas da antiga Lourenço Marques, actual Maputo, capital moçambicana e, por volta de 1960, foi preso pela polícia política portuguesa (PIDE), acusado de ligações com a FRELIMO (Frente de Libertação de Moçambique, hoje partido político). Em 1961, realizou sua primeira exposição individual.
Depois da Independência de Moçambique (1975), participou de numerosas exposições colectivas dentro e fora do país. Em 1986, realizou uma retrospectiva em Maputo. Na década de 1990, exerceu funções políticas como deputado da FRELIMO e na Assembleia Municipal de Maputo, tendo sido reeleito em 2003. Malangatana viria a falecer a 5 de Janeiro de 2011, em Portugal, antigo colono.





