Indivíduos desconhecidos dispararam uma ‘chuva de balas’, contra o portão da residência de Dinis Tivane, um dos principais assessores de Venâncio Mondlane, candidato declarado vencido pelo Conselho Constitucional nas sétimas eleições legislativas e presidenciais realizadas no passado dia 9 de Outubro em Moçambique.
O ataque a residência foi denunciado pessoalmente por Dinis Tivane, que acrescentou também que foi na madrugada deste domingo, 23 de Fevereiro, quando tudo aconteceu Dinis Tivane encontrava-se de viagem a África do Sul. Desconhecidos mal intencionados terão disparado inúmeras balas para o portão da casa onde o jovem político vive, na avenida de Angola, (na curva do 007), em Maputo.
Esta manha, no regresso a casa, e falando para os órgãos de comunicação social, Tivana conta que deparou-se com a situação de tiroteio pela entrada e que recebeu relatos dos vizinhos sobre tiros durante a madrugada na sua residência.
O assessor de Venâncio Mondlane conta ainda que desde há cerca de dois anos que decidira juntar-se a causa venancista tem sido alvo de ameaças directas a sua pessoa, mas mesmo assim “não vai recuar porque seria trair a causa dos moçambicanos”.
Tivane relaciona as perseguições e ameaças de que é vitima ao seu trabalho de político, com o seu suporte a Venâncio Mondlane. Para ele é o poder instituído, ou pessoas a ele relacionados, que está a desencadear esta onde de terror para os seus mais directos adversários políticos de momento. Não há informações a presença da polícia no local para qualquer averiguação apesar de Tivane residir a escassos metros da esquadra localizada na alameda do Aeroporto de Mavalane.
Entretanto, deste Outubro de 2024 que a desordem popular exacerbou-se e está instalada em Moçambique e que inclui uma certa banalização da morte. Desde que as manifestações iniciaram, não há registos reais sobre as fatalidades delas resultantes. As manifestações pós eleitorais foram iniciadas por Venâncio Mondlane, que reivindicava a ‘verdade eleitoral’ sobretudo depois do anúncio dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições no dia 24 de Outubro de 2024 e também imediatamente a seguir ao assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe na noite de 18 de Outubro de 2024 no bairro da malhangalene.
Outros dados indicam que mais de uma dezena de agentes da polícia morreram na onda de tumultos que seguiu a votação de Outubro. Mas, quer a oposição como o partido que governa tem estado a denunciar sistemáticas perseguições e assassinatos envolvendo elementos influentes dos principais contendores nas bases políticas, até ao nível comunitário.
A desordem popular continua a condicionar o funcionamento normal das instituições públicas e privadas em Moçambique, principalmente Maputo, a capital. Este fim-de-semana os seus acessos estiveram bloqueados por populares que impediam a circulação de viaturas através de bloqueios nas principais vias exigindo um diálogo com o governo mas principalmente a melhoria das condições de vida da maioria da população.





