O governo de Moçambique procura assistência para cerca de 13 mil nacionais que fugiram do país para o vizinho Malawi devido a instabilidade política que fustiga o país, sobretudo desde a votação do dia 9 de Outubro de 2024 inserida nas sétimas eleições presidenciais e legislativas e também as quartas para os governadores provinciais.
Uma onda de violência e desordem tomou conta do país com registo constante de mortes e destruição a infra-estruturas publicas e privadas.
Esta semana Luísa Celma Meque, presidente do INGD, Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres, trabalhou na avaliação da situação dos deslocados moçambicanos no Malawi
“Eles estão interessados em regressar a Moçambique. Agora cabe a nós fazer o trabalho de casa e agilizar esse processo para que possam sair daqui o mais rápido possível”, afirmou, fazendo votos de que não se repita a situação registada em 2023, quando muitos dos deslocados eram, na verdade, cidadãos malawianos.
“Planejámos o número de autocarros necessários para recolher as pessoas, mas alguns acabaram por retornar vazios”, explicou.
Quanto ao regresso, a dirigente evitou avançar datas, mas garantiu que o processo será acelerado
Na sua deslocação, a Presidente do Instituto Nacional de Gestão e Redução do Risco de Desastres Luísa Meque, visitou os centros de acomodação que acolhem moçambicanos deslocados no Malawi, com o objectivo de avaliar as condições e a logística de apoio.
Segundo a dirigente, existem seis centros que abrigam cerca de 13 mil pessoas, mas, até ao momento, apenas 7.330 estão oficialmente registadas. Num dos centros visitados, foram contabilizadas aproximadamente 4 mil pessoas.
Luísa Meque entregou bens alimentares e não alimentares, incluindo 30 toneladas de arroz, 30 toneladas de farinha de milho, 2 toneladas de sal, 20 toneladas de feijão e 650 unidades de produtos diversos, como redes mosquiteiras, mantas, tendas e lonas. No entanto, reconheceu que os recursos disponíveis ainda são insuficientes para cobrir todas as necessidades.
A presidente do INGD apelou aos deslocados, que se encontram no Malawi desde 23 de Dezembro de 2024, para que regressem a Moçambique, assegurando que estão a ser criadas condições para o seu retorno.
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