Na hora de deixar tudo que durante anos defendeu, Bernardino Rafael lamentou o estado actual de degradação em que deixa a Polícia da República de Moçambique, PRM, junto da comunidade, principalmente pela péssima actuação na resposta ás manifestações que seguiram as eleições de 9 de Outubro de 2024.
O comandante-geral cessante diz que deixa a corporação com um saldo de 77 Comandos Distritais severamente danificados e um total de 187 agentes feridos durante confrontos com manifestantes.
Considerado o autor das matanças durante os confrontos eleitorais, Bernardino Rafael, comandante-geral cessante também mencionou o sofrimento de 17 famílias de membros da Polícia que perderam suas vidas em decorrência das manifestações, que sempre considerou subversivas e contra a estabilidade do estado
Alguns sectores dizem que Chapo está a ser arrogante ao afastar Bernardino Rafael das hastes do poder porquanto e apesar de ter sido publicamente péssimo, sob ponto de vista político, o trabalho da polícia na fase eleitoral e nos desdobramentos que seguiram, foi fundamental para garantir a chega de Daniel Chapo a ponta vermelha.
Por outro lado, acreditava-se que depois da tomada de posse do Presidente Daniel Chapo a situação politico e social voltaria a normalidade, mas a realidade mostra que desde que Chapo tomou posse a violência não reduziu e as ordens de Venâncio Mondlane merecem, visivelmente, mais respeitabilidade de obediência do que as emanados pelo poder instituído.
Para alguns sectores de opinião dizem que foi em defesa dos interesses do poder e da Frelimo que Bernardino Rafael empurrou a corporação para a lama.
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