Manuel Chang Conhece Desfecho Enquanto Filipe Nyusi Permanece na Lista de ‘Conspiradores’

O julgamento de Manuel Chang, antigo ministro das finanças de Moçambique, que decorre desde meados de Julho passado no Tribunal Distrital de Brooklyn, Nova Iorque, chegou ao fim.

O juiz Robin Knowls condenou Manuel Chang a uma pena de prisão de oito anos e meio. Manuel Chang foi detido na África do sul a 29 de Dezembro de 2018; a acusação acrescentou os nomes de Filipe Nyusi, antigo ministro da Defesa Nacional e cessante Presidente da República de Moçambique, Gregório Leão, antigo Director do SISE, Armando Ndambi Guebuza, filho do antigo presidente da república Guebuza e Isaltina Lucas, antiga directora Nacional de Tesouro, numa lista de pessoas que o procurador Hiral Metha designou de conspiradores

Prevaleciam apenas duas acusações contra Chang: a conspiração para cometer fraude financeira e a lavagem de dinheiro obtido desta conspiração. A procuradora Genny Ngai indicou que Chang recebeu sete milhões de dólares de subornos, dois milhões pela assinatura de garantias para viabilizar o empréstimo da ProIndicus (622 milhões de dólares) e cinco milhões pela assinatura de garantias para viabilizar o empréstimo da EMATUM (850 milhões de dólares). Os dois milhões referentes a garantias da ProIndicus foram pagos através da transferência para conta de uma empresa denominada Genoa Asset, SA e os cinco milhões referentes a garantias da EMATUM foram pagos para contas de uma empresa denominada Thyse International. Um empresário que actua em Moçambique no ramo automóvel, de nome Luís Filipe Pereira Rocha Brito, foi acusado de ter recebido parte do valor de suborno de Chang. O mesmo empresário teria devolvido todos os 7 milhões de dólares para o Ministério das Finanças de Moçambique, através de depósito em uma conta domiciliada no Banco de Moçambique, em Novembro de 2019.

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