Filipe Nyusi, o actual estadista moçambicano, reuniu-se esta segunda-feira, 30 de Dezembro, em Maputo, com representantes dos partidos políticos eleitos nas eleições de 9 de Outubro de 2024.
O encontro tinha em vista a busca de soluções eficazes e concretas sobre a crise sociopolítica que se debate sobre Moçambique depois das sétimas eleições gerais no país.
Não há números oficiais mas entidades especializadas dizem que mais de 200 pessoas terão morrido em Moçambique como consequência das manifestações convocadas por Venâncio Mondlane e que paralisam Moçambique desde 21 de Outubro último.
Sob ponto de vista formal não foi feito qualquer anúncio prévio sobre o encontro e não há evidenciais reais de os consensos alcançados na reunião contribuir para resolver, ou, pelo menos minimizar o caos politico e económico em que o país está mergulhado. Moçambique tem estado quase totalmente paralisado desprovido da capacidade de abastecimento dos principais mercados, na sequência da do bloqueio imposto a Maputo com o resto do país incluindo a ligação aérea e marítima.
Os estados vizinhos do interland, que exploram os corredores do país, sobretudo os ferro e rodoviários, têm estado a reclamar os impactos da paralisação que se verifica em Moçambique. Analistas consideram que o dialogo nyusista peca por não envolver Venâncio Mondlane, o candidato independente que reclama fraude e já anunciou que vai desencadear mais uma onda de manifestações para protestar as eleições. A tomada de posse está marcada para o próximo dia 15. Daniel Chapo e a Frelimo foram proclamados vencedores das sétimas eleições presidenciais e legislativas respectivamente.
Tomaram parte no encontro de Nyusi esta segunda-feira, nomeadamente, Ossufo Momade da Renamo, Lutero Simango, do MDM, Daniel Chapo da Frelimo, Albino Forquilha do Podemos e Salomão Muchanga da Nova Democracia. Praticamente o governo de Nyusi já terminou e Moçambique está em um autentico caos.





