O MDM Considera que Combustíveis Existem mas o Povo Está a Ser Sacrificado para Enriquecer Carteis

A Bancada Parlamentar do Movimento Democrático de Moçambique (MDM) diz que voltou a subir o tom contra o Governo, acusando-o de proteger interesses obscuros ligados ao negócio dos combustíveis, enquanto o povo moçambicano enfrenta aumento do custo de vida e dificuldades sem precedentes.

Durante a sessão parlamentar reservada a insistências, o MDM reafirmou a sua posição firme sobre a crise dos combustíveis e denunciou aquilo que considera ser uma aliança entre o Executivo e grupos económicos privilegiados.

Segundo a Bancada do MDM, as respostas apresentadas pelo Governo confirmam que o país possui combustível suficiente, desmontando a narrativa de escassez. Para o partido, o verdadeiro problema está no controlo do sector por “cartéis” e “nhonguistas” que mantêm depósitos cheios enquanto simulam falta de combustível e ausência de divisas no mercado.

O MDM acusou ainda o Governo de sacrificar o povo para proteger interesses de dirigentes “insaciáveis”, alegando que a corrupção e o mercado cambial paralelo continuam a sufocar a economia nacional.

Na sua intervenção, a Bancada Parlamentar do MDM defendeu a redução do IVA e de outras taxas aplicadas aos combustíveis, argumentando que os preços actuais da gasolina e do gasóleo são insustentáveis para os cidadãos.

O partido criticou igualmente as comparações feitas pelo Governo com outros países da região, considerando-as “demagógicas” e desligadas da realidade moçambicana. Segundo o MDM, países usados como referência possuem salários mínimos mais elevados, melhores sistemas de transporte e maior poder de compra.

Num dos momentos mais fortes da intervenção, o MDM recordou que Moçambique é um país rico em recursos naturais — gás, petróleo, ouro, rubis, diamantes, carvão mineral e areias pesadas — mas continua mergulhado na pobreza extrema.

O MDM aproveitou ainda a ocasião para exigir transparência ao Governo relativamente aos custos da presença das forças militares do Ruanda em território nacional. O partido criticou o Ministro da Defesa Nacional por não esclarecer os montantes envolvidos, limitando-se a referir apoio da União Europeia e do Orçamento do Estado.

A Bancada Parlamentar do MDM exige agora explicações claras sobre quanto dinheiro público está a ser gasto na manutenção daquela força estrangeira em Moçambique.

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