A situação política e social em Moçambique continua a deteriorar; desde sensivelmente dois meses que a capital Maputo encontra-se numa situação de total ou parcialmente paralisada. Uma onda de tumultos, vandalizações e saque tomaram conta do centro da cidade.
As principais ruas e avenidas no centro e bairros arredores circunvizinhos e que permitem o acesso a grande capital estão bloqueadas impedindo a circulação de viaturas. O transporte público não funciona. O comercio idem. Os estabelecimentos escolares na fase de exames.
Esta segunda-feira, 9 de Dezembro está completamente tudo parado em Maputo. A avenida de Moçambique está boqueada em diversos troços, como no bairro inhagoia, bagamoyo;
As agências que trabalham na monitoria dos impactos da crise política e humanitária em Moçambique reportam a morte de pelo menos 103 pessoas, cerca de 4000 detidos e outras centenas de feridos desde que as manifestações iniciaram em Outubro.
Na noite de domingo, 8/12/2024, o candidato presidencial Venâncio Mondlane, voltou a apelar a intensificação das manifestações, destacando a abertura das portagens, o fecho das sedes do partido Frelimo já na sua quarta fase da quarta etapa, que encerra na próxima quarta-feira antecedendo a violência da fase turbo, a qual Venâncio Mondlene prometeu dar detalhes em breve. Mondlane prometeu ainda ‘mais carga’ e violência nas manifestações para os próximos dias.
Esta segunda-feira as ruas em Maputo estiveram bloqueadas mais cedo (por voltas das 6h) que os outros dias que caracterizaram a quarta fase da quarta etapa das manifestações de Venâncio Mondlane que aliás encerra quarta-feira próxima (11/12/2024), cujo objecto relaciona-se com alegada reposição da verdade eleitoral na votação do dia 9 de Outubro para as sétimas eleições gerais e legislativas também as quartas para os governadores e assembleias provinciais.





