Moçambique continua a viver um ambiente político e social ‘turvo’ cerca de dois meses depois do acto da votação realizado no passado dia 9 de Outubro. Não há números oficiais, mas algumas entidades dizem que pelo menos 50 pessoas morreram desde que as manifestações de protesto popular contra os resultados anunciados pela Comissão Nacional de Eleições no dia 24 de Outubro iniciaram em todo o país, convocadas por Venâncio Mondlane, candidato independente.As manifestações paralisaram parcialmente o país com inumeráveis danos económicos incluindo previsão de queda nos níveis de crescimento esperados pelo Banco Mundial e o Fundo Monetário Internacional para o ano de 2025.A principal fronteira que liga Moçambique a África do Sul chegou a ficar interrompida por alguns dias e presentemente funciona a nível parcial depois de tumultos populares que terminarem em mortes de manifestantes depois da intervenção violenta da polícia. Inumeráveis danos entre propriedades públicas e privadas totalmente destruídas nas centenas de situações de vandalizações registadas em quase todos os cantos do país onde os manifestantes saíram a rua.O Presidente da República, Filipe jacinto Nyui convocou para a próxima semana, dia 26 de Novembro corrente, um encontro com os candidatos concorrentes nas eleições de Outubro passado, na busca de uma solução viável para a crise eleitoral em que o país de encontra mergulhado. A votação teve lugar a 9 de Outubro passado, mas quase cerca de dois meses depois ainda se aguarda a proclamação dos resultados pelo Conselho Constitucional. Venâncio Mondlane prometeu pronunciar-se na próxima segunda-feira sobre a terceira fase da quarta etapa das manifestações de reivindicação dos resultados eleitorais enquanto introduz a ‘Oração por Moçambique’ ás 23h mantém o toque de panelas das 21 ás 22horas. Alguns sectores, incluindo Venâncio Mondlane acusam o regime degradante de Filipe Nyusi de exacerbar o caos para empurrar o país para uma situação de anulação de resultados e manutenção dos status quo.





