União Europeia Diz Que as Suas Recomendações Não São Levadas a Serio Pela CNE

Ontem, 25 de Outubro, a Missão de Observação Eleitoral da União Europeia (MOE UE) emitiu a terceira declaração a imprensa sobre o processo eleitoral em Moçambique.

Na sua declaração MOE EU, diz, na essência que as autoridades moçambicanas não tomam em consideração as recomendações que a missão tem estado a fazer para esclarecer as zonas de penumbra que enfermam o processo e que foram denunciadas pela missão, uma das mais extensão que a União Europeia já criou.

“O anúncio dos resultados pela Comissão Nacional de Eleições, CNE não dissipou as preocupações da MOE UE relativamente à transparência do processo de contagem e apuramento” refere a declaração.

A MOE UE diz que reitera o seu apelo às autoridades eleitorais para que assegurem a máxima transparência, incluindo a publicação dos resultados desagregados por mesa de voto, e ao Conselho Constitucional para que responda adequadamente aos recursos contenciosos apresentados pelos diferentes partidos. A MOE UE condena a dispersão violenta dos manifestantes e a violência política dos últimos dias. A missão insta ao respeito pelas liberdades fundamentais e pelo direito de reunião pacífica e apela a todas as partes para que se abstenham de actos de violência. Os resultados eleitorais divulgados na quinta-feira, 24 de Outubro, pela CNE, dão vitória ao candidato da Frelimo com pouco mais de 70% dos votos.

Entretanto, um pouco por todo o país continuam a registar-se uma onde de protestos contra os resultados eleitorais que culminaram com a morte de pelo menos cinco pessoas. Ainda hoje, na província de Niassa, foram reportados confrontos entre a polícia e manifestantes que culminaram com o registo de feridos, alguns dos graves.

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