A Conferencia Episcopal de Moçambique, emitiu um comunicado dos Bispos católicos de Moçambique no contexto das 7ªs eleições gerais do ano 2024 em Moçambique.
De acordo com o comunicado, no rescaldo eleitoral mais uma vez se fez o recurso à violência e agora manchado com uma cobarde emboscada como forma de calar, se não a verdade, pelo menos a democracia.
A igreja diz que condena o bárbaro assassinato de Elvino Dias e Paulo Guambe, duas figuras políticas a relembrar com evidência, com semelhanças no método, outros assassinatos de figuras políticas ou da sociedade civil, também ligadas a partidos da oposição, ocorridos na sequência de anteriores eleições.
A Igreja Católica, enquanto instituição, diz-se apartidária, não apoia candidatos e não tem partidos, mas isso não significa que renuncie ao seu compromisso político e social, a um caminho concreto para a construção de uma sociedade mais democrática, inclusiva, justa e fraterna, na qual todos devem viver em paz, com dignidade e futuro. Por isso, sendo voz da Igreja Católica, os Bispos dizem que não podem omitir de denunciar esta grave situação que o país atravessa e a violência que gera mergulhando todos no caos.
No seu comunicado os Bispos dizem que reflictiram sobre estas últimas eleições: mais de metade dos moçambicanos que tinham sido inscritos, não se fizeram presentes para exercer o seu direito ao voto. Assistimos à mais elevada abstenção eleitoral na nossa história de eleições multipartidárias, o que parece indicar que as irregularidades e fraudes registadas em eleições anteriores demonstraram a grande parte da população que a sua vontade, expressa nas urnas, não é respeitada, tornando inútil o exercício deste importante direito cívico, assim, os Bispos apela:
Não recorrer ou fomentar a violência e a não se deixar manipular; Ter a coragem do diálogo, de apurar de forma transparente os resultados das eleições publicando e confrontando os editais originais na posse dos vários intervenientes; Criar espaços de colaboração na governação e considerar um possível governo de unidade nacional; Envolver instituições competentes e sérias do país na gestão dos processos eleitorais, presentes e futuros e Procurar dar a Moçambique um futuro de esperança.





