Hoje é teoricamente o momento do fim da fase da pré-campanha em simultâneo com a pausa de reflexão para o arranque amanha, sábado dia 24 de Agosto da verdadeira fase de campanha eleitoral para as sétimas eleições marcadas para 9 de Outubro.Aqui no camaramen parece-nos que a pré-campanha correu sem sobressaltos caracterizada pela exposição dissimulada dos já confirmados actores e protagonistas. Na pré-campanha que agora finda foi visível a aparição muito mais frontal dos concorrentes presidenciais carregando os seus partidos políticos;Daniel Chapo foi o que deu o pontapé de saída relativamente mais cedo que os seus três adversários na presente corrida político eleitoral. O parto do candidato presidencial frelimista em Maio na Matola é que foi aparentemente muito difícil, mas os passos de integração que se seguiram parece que estão a ser estrategicamente assimilados. Daniel Chapo conseguiu alcançar a maior parte do território nacional diferentemente do resto dos concorrentes que sobretudo privilegiou províncias ou regiões específicas, como foi o caso de Ossufo Momade que foi severamente acusado de se acomodar em Maputo e uma aparição pública tardia. O partido Frelimo e o seu candidato foi também destaque na componente da disseminação das mensagens, as suas pretensões políticas, o contacto directo com o potencial leitor, e as deslocações para o estrangeiro desde a região da SADC a Europa. Venâncio Mondlane não conseguiu na pré-campanha cobrir toda a extensão do país, tendo deixado algumas províncias por visitar, mas por onde passou exibiu a sua determinação com a causa do seu país, o interesse de implantar níveis de desenvolvimento através do empoderamento e exploração local dos recursos e uma justa e clara distribuição da riqueza por todos. Também esteve no estrangeiro, mas apenas na Europa. Foi o único candidato que fez referencia das questões da vulnerabilidade da segurança, depois do episódio sobre uma alegada tentativa de assassinato no trabalho que realizou entre as províncias de Gaza e Inhambane. Venâncio Mondlane provavelmente teve de gerir crises junto das instituições de administração eleitoral desde a Comissão Nacional de Eleições, CNE, até ao Conselho Constitucional tendo em vista a regularidade do processo de candidatura. Mas teve uma pré aparição positiva e destaca-se também por ser dos concorrentes que explora as plataformas digitais para fazer chegar a sua mensagem sobretudo aos jovens que nas redes sociais mantêm apoio. Ossufo Momade teve de sair do marasmo em que se encontrava para enfrentar as bases, dar de caras com o seu eleitoral incluindo a gestão de um mal-estar aparentemente instalado dentro do partido na sequência da crise desencadeada por Venancio Mondlane, que chegou a levar o partido a barra do tribunal em Maputo. O candidato da Renamo nesta fase de pré-campanha que encerra esteve essencialmente nas províncias das regiões do centro do país, onde manteve contacto com as comunidades e reclamou sobretudo aspectos relativos a intolerância política ao denunciar situações e actos de vandalização de casas e outras infraestruturas alegadamente protagonizados por elementos do partido Frelimo contra líderes locais da Renamo.O candidato do Movimento Democrático de Moçambique, o primeiro no boletim de voto presidencial, esteve concentrado principalmente na capital Maputo com aparições nos órgãos de comunicação social e contacto com algumas classes profissionais negligenciadas como são os médicos (profissionais de saúde) e professores. Lutero Simango terá sido o mais comedido dos candidatos presidências durante a fase da pré-campanha. Entretanto dados oficiais indicam que os observadores internacionais como a União europeia e a sua congénere de África também já confirmaram a sua vinda a Maputo para observar as sétimas eleições gerais em Moçambique. Os órgãos de administração eleitoral, sobretudo a Comissão Nacional de Eleições e o Conselho Constitucional têm sido apontados de estar a agir sem isenção política favorecendo de alguns em detrimento dos outros. Embora tardiamente, a CNE disse que já começou a distribuir os dinheiros da campanha previsto para os partidos políticos, mas alguns partidos não confirmam.A nível nacional a sociedade civil algumas organizações também já manifestaram interesse de participar com observadores no processo. A observação nacional chama atenção a polícia que é chamada a maior responsabilidade e cumprimento escrupuloso dos ditames legais estabelecidos. Boa campanha eleitoral





