O partido Renamo tem estado a reportar casos de ataques e maus tratos aos seus órgãos e representantes sobretudo nas províncias do centro dopais. O partido diz tratar-se de actos de intolerância política aparentemente desencadeados por elementos do partido Frelimo.
Este fim de semana a Renamo denuncia intolerância política no distrito de Tsangano, província de Tete onde a residência do delegado político distrital de Tsangano, Bernardo Mário, terá sido assaltada e queimada por pessoas ainda identificadas, mas que a Renamo não dúvidas de “pertencerem a algum adversário político que suspeitamos serem do partido no poder. Aliás, é a segunda vez que isto acontece com o mesmo delegado, sempre que há uma comitiva de nível nacional a ir trabalhar na localidade de Chinvalo” refere a Renamo.
Ossufo Momade tem estado a realizar visitas de pré campanha, na tentantiva de aniumar as bases tendo em vista as sétimas eleições gerais e multipartidárias marcadas para o próximo mês de Outubro. Quer a Frelimo como a Polícia da República de Moçambique ainda não reagiram aos pronunciamentos de Ossufo Momade, que aliás nas suas comitivas integra elementos da Polícia da República de Moçambique.
“Queremos manifestar o nosso repúdio e desagrado apelando a quem de direito para poder encontrar e responsabilizar os infractores” diz uma comunicação da Renamo publicada nas páginas de Ossufo Momade, o presidente do partido.
A Renamo diz que não pode continuar a conviver e normalizar acções repugnantes e condenáveis a todos os sentidos. “Aquando da nossa chegada no distrito de Angonia, tivemos relatos de uma tentativa de assassinato do nosso quadro, na localidade de Mpandula” escreve Ossufo Momade.
Para o partido de Afonso Dhlakama estas acções intimidatórias e ilegais configuram uma grande violação dos princípios democráticos porquanto a Constituição da República dá a liberdade de escolha e filiação a qualquer ideologia política, e “nós estamos no exercício dos nossos direitos constitucionais. Parem com perseguições, este país pertence aos Moçambicanos e nunca a um grupo de pessoas” denuncia o segundo mais importante partido político em Moçambique.





