Cinco Dias Depois da Condenação de Chang nos EUA e o Silêncio do Governo de Moçambique

Quase cinco dias depois, o governo de Moçambique ainda não se pronunciou formalmente sobre os mais recentes desenvolvimentos relativos ao processo de julgamento do antigo ministro das finanças, Manuel Chang, por um tribunal americano no caso das dívidas ocultas.

Na quinta-feira passada, agências nacionais e internacionais confirmaram que Manuel Chang tinha sido condenado por um tribunal dos Estados Unidos, (Tribunal Federal do Brooklyn, Nova York), pelo seu envolvimento na fraude de 2 mil milhões de dólares em empréstimos a três empresas do governo de Moçambique, (Proindicus, EMATUM e MAM).

Para além de cidadão moçambicano Manuel Chang desempenhou várias funções e ocupou posições de topo de governo em Moçambique e foi na qualidade de Ministro das Finanças que terá recebido 7 milhões de dólares em subornos em troca da aprovação de uma garantia do governo de Moçambique para empréstimos a três empresas estatais com vista a desenvolver a indústria pesqueira do seu país e melhorar a segurança marítima.Mas o advogado de Chang, Adam Ford, argumentou que o seu cliente aprovou a garantia do governo de Moçambique porque o presidente do país, na altura Armando Emílio Guebuza assim o queria, e o advogado acrescentou também que não havia provas de que os 7 milhões de dólares se destinavam a ChangA 29 de Julho passado o governo, através da Procuradoria-geral da República, foi célere para celebrar o provimento da sua acção civil intentada no tribunal de justiça da Inglaterra e País de gales contra vários réus com destaque para cinco empresas do grupo Privinvest e seu patrono Iskandar Safa, falecido em Janeiro de 2024. Na altura a PGR celebrava o facto de o grupo Privinvest ter sido julgado culpado e condenado a pagar ao estado moçambicano aproximadamente US$ 1,9 mil milhões mais juros. Ainda não se falou mais nada deste dinheiro; o antigo Ministro da Economia e Finanças, Max Tonela, antes de ser demitido prometeu falar dos encaixes e destinos previsto.

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