Pressão Política Obriga ao Adiamento da Greve da Associação Médica em Moçambique

A Associação dos Médicos de Moçambique anunciou a decisão de adiar a greve geral declarada e que estava inicialmente marcada para iniciar esta segunda-feira, 30 de Julho em todo território nacional.

A associação fez uma comunicação pública este fim-de-semana para anunciar que decidiu adiar a greve para o próximo dia 2 de Setembro se as negociações que estão a realizar com o governo não surtirem efeito desejado.

De acordo com Napoleão Viola, Presidente da Associação, a decisão é essencialmente para dar espaço ao diálogo em curso com o governo tendo em vista a busca de soluções sobre as matérias inerentes ao caderno reivindicativo.

Nos últimos anos os médicos em Moçambique têm estado a observar uma situação de greve silenciosa na sequência dos sucessivos desacordos com o governo em torno das negociações em curso sobre o seu caderno reivindicativo.

A classe reivindica sobretudo a implementação de um conjunto de benefícios profissionais assumidos e que não estão a ser observados na prática pelo governo incluindo entre regalias e melhorias das condições de trabalho como equipamento médico-cirúrgico.

A opinião pública considera que o recuo da classe tem a ver com o momento político, porquanto acredita-se que a agremiação está receber uma pressão do partido no governo para não avançar devido as implicações políticas que a mesma pode significar. Acredita-se que a liderança esteja a receber não apenas pressão, mas também algum pagamento para garantir moral sobre o recuo imposto a maioria que decidira avançar independentemente da pressão externa da classe. Não se sabe ao certo, mas alguns médicos dizem que não entendem as reais motivações para justificar o adiamento da greve porque neste momento nada mudou no que diz respeito às exigências do caderno reivindicativo para além que o momento político é ideal.

O Ministério da Saúde foi cauteloso na reacção da decisão dos médicos de cancelar a greve pelo menos por cerca de 30 dias. O comunicado distribuído a imprensa indica que o ministério saúda a decisão da classe por acreditar na solução através do diálogo. Nesta fase de pré-campanha os médicos já reuniram-se com Lutero Simango, concorrente presidencial pelo Movimento Democrático de Moçambique, MDM, nas 7ª eleições presidenciais em Moçambique.

Em Moçambique oficialmente existem 2500 médicos para 30 milhões de cidadãos

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