Num artigo do Investigador Borges Nhamirre publicado esta quarta-feira em Maputo, o Centro de Integridade Pública escreve que Julgamento de Manuel Chang está marcado para iniciar a 29 de Julho
Nhamirre aceitou fazer um breve comentário sobre o artigo no Camaramen onde aborda também o facto de o Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi vir a ser arrolado pelo tribunal que julga Chang.
O artigo assinado por Borges refere entre outros aspectos que o Governo norte-americano apresentou a acusação contra Chang, mas o ex-ministro das Fianças rejeita todas as acusações e aponta o Presidente Filipe Nyusi como quem o mandou assinar as garantias bancárias que viabilizaram as dívidas ocultas – O juiz do caso, Nicholas G. Garaufis, decidiu que o Governo norte-americano pode fazer buscas no telemóvel de Chang, que foi confiscado pelas autoridades sul-africanas em 2018, averbando a primeira grande derrota à defesa de Chang nos EUA
De acordo com o artigo do CIP, o Governo norte-americano, através do Departamento de Justiça (DOJ), apresentou uma nova acusação contra Manuel Chang (a quem também designa “Pantero” e “Chopstick) datada de 21 de Dezembro de 2023. O documento de 24 páginas, apresentado enquanto Manuel Changa já se encontrava sob custódia nos Estados Unidos da América, é designado Acusação de Substituição (Superseding Indictment) e não inclui outros réus do caso. O julgamento está previsto para iniciar no dia 29 de Julho de 2024, coincidindo com o período da campanha eleitoral para as eleições gerais em Moçambique. Neste momento, a acusação (DOJ) e a Defesa do Chang, que é o escritório de advogados Ford O’Brien Landy LLP, discutem questões preliminares conhecidas no direito criminal dos Estados Unidos da América como Motions in Limine. Chang está desde Julho do ano passado preso em Nova Iorque, Estados Unidos da América (EUA), depois que foi extraditado da África do Sul.
Na acusação anterior, de 19 de Dezembro de 2018, constavam 8 réus. Para além de Chang, constavam os dois moçambicanos António Carlos do Rosário e Teófilo Nhangumele, os dois colaboradores da Privinvest, Jean Boustani, Najib Allam, e os três antigos colaboradores do Credit Suisse, Andrew Pearse, Surjan Singh e Detelina Subeva.





