A força da África Austral (SAMIM – Missão da SADC em Moçambique) irá retirar-se em Julho próximo da província de Cabo Delgado, mas já está a ser desmantelada refere agências externas de notícias. As mesmas agências reportam que a formação da União Europeia, EU, e dos Estados Unidos da América, EUA, dada as forças nacionais de defesa e segurança no sul ainda não fez muito para melhorar a motivação e a competência e reduzir a má conduta das forças moçambicanas.No entanto, as forças ruandesas mantêm a segurança nas zonas de gás – distrito de Palma com a base de desenvolvimento de gás na península de Afungi, cidade de Mocímboa da Praia e parte norte do distrito de Mocímboa da Praia. As tropas tanzanianas parecem ter empurrado os insurgentes para o distrito de Nangade, na fronteira do rio Rovuma. Portanto, os insurgentes estão a deslocar-se para sul.No entanto, os insurgentes terão se reagrupado desde que o seu líder moçambicano Bonomade Machude Omar foi morto em Agosto do ano passado de 2023.
O Ruanda tem sido um parceiro controverso de Moçambique na luta contra o terrorismo que nos últimos dias tende a se propagar na província de Cabo Delgado. Dados em nosso poder indicam que desde que apareceram em Cabo Delgado, em 2017, os terroristas pertencentes ao Ansar al-Sunna wal Jama’a, uma insurgência aparentemente apoiada pelo Estado Islâmico e conhecida localmente como al-Shabaab, mataram 4.000 civis e forçaram 1 milhão de pessoas a fugir da região. Em 2019, o governo moçambicano contratou o Grupo Wagner, agora conhecido como África Corps, para acabar com a insurgência. O grupo retirou-se após dois meses e várias mortes nas suas fileiras. As forças ruandesas foram destacadas para Moçambique a pedido do Presidente Filipe Nyusi, em Julho de 2021. A presença ruandesa aumentou de 1.000 em 2021 para 2.800 no final de 2023.





