As Nações Unidas em Moçambique dizem que não estão e nem vão apoiar financeiramente o processo eleitoral corrente porque o país tem condições económicas para suportar as despesas das eleições sem ajuda internacional.
Falando no decurso de uma formação de agentes eleitorais de educação cívica em Maputo, André Castelo, Chefe do Projecto de Apoio a Democracia na Agência das Nações Unidas para o Desenvolvimento, PNUD, explicou que Moçambique possui capacidade para financiar o fortalecimento da democracia para além de que o contexto internacional não permite que os doadores continuem a injectar dinheiro para o efeito. Ele não disse se o afastamento dos doadores tem a ver ou não com os elevados índices de corrupção que tem caracterizado a gestão das finanças em contextos eleitorais em Moçambique. “as eleições são pagas pelo governo. Nós só podemos apoiar em pequenas formações como esta de agentes de educação cívica; o PNUD não trabalha apenas em eleições, mas apoia todo o processo democrático. Assim, doadores como o Canadá e Noruega têm um pequeno fundo para assistir entidades do governo como a PGR, os tribunais e entre outras a polícia” disse André Castelo.
Dados em nosso poder indicam que as eleições gerais deste ano vão custar ao estado cerca de 6,5 mil milhões de meticais. Para as eleições do presente ano os órgãos eleitorais esperam a participação de mais de 16 milhões de eleitores dos quais cerca de 7 milhões, serão inscritos no presente ano a nível nacional.





