O Ministério Público acusa o cabeça de lista e actual presidente do Município de Nampula, Paulo Vahanle, de crime de incitamento à desobediência colectiva e de posse de armas proibidas. Antes de o suspender das funções, a juíza, Esmeralda da Conceição Baulene, ordenou, a pedido do Ministério Público, a busca e apreensão do telemóvel, azagaias e outros objectos relacionados com crimes, que forem “encontrados nas residências do arguido e nas delegações provincial e distrital da Renamo”.
Desde ontem terça-feira Paulo Vahanle não dirige o município de Nampula por ordem judiciais. A Renamo, partido que suporta Vahanle diz que vai recorrer da decisão.
Entretanto a Procuradoria Provincial em Nampula, reconhece que houve mortes naquele município mas diz que se deveram a agressões físicas entre populares e agentes da polícia como resultado dos desentendimentos que se seguiram às últimas eleições municipais de 11 de Outubro passado.
Pela primeira vez, os órgãos da justiça reconheceram que as manifestações de contestação dos resultados, ocorridas as de 27 de Outubro passado, na Cidade de Nampula, resultaram em mortes, mas não especificam o número das vítimas mortais





