Um novo relatório da ONUSIDA, lançado em Londres/Genebra no dia 28 de Novembro, demonstra o papel crucial desempenhado pelas comunidades na resposta ao HIV e como a falta de financiamento e barreiras prejudiciais estão a impedir o seu trabalho de salvarvidas e criando barreiras rumo ao fim do SIDA.
Às vésperas do Dia Mundial de Luta contra o SIDA (1 de Dezembro), a ONUSIDA convida os governos de todo o mundo a catapultarem o poder das comunidades locais para liderarem a luta pelo fim do SIDA. Um novo relatório lançado pelo ONUSIDA, denominado “Deixem as comunidades liderar’’, mostra que ainda é possível acabar com o SIDA como uma ameaça à saúde pública até 2030, mas apenas será possível se ascomunidades que estão na linha de frente receberem o apoio total do governo e dos doadores.
“As comunidades em todo o mundo mostraram que estão prontas, dispostas e são capazes de liderar o caminho. Mas precisam que as barreiras que obstruem seu trabalho sejam removidas, e precisam ser devidamente financiadas”, disse WinnieByanyima, Directora Executiva daONUSIDA. “Com frequência, as comunidades são tratadas pelos tomadores de decisão como problemas a serem geridos, em vez de serem reconhecidas e apoiadas no seu papel de liderança. As comunidades não estão no caminho; elas iluminam o caminho para o fim do SIDA.”
O relatório, lançado em Londres durante um evento do Dia Mundial de Luta contra o SIDA, organizado pela organização da sociedade civil STOPAIDS, mostra como as comunidades têm sido a força motriz do progresso.
A defesa das comunidades, no seu trabalho nas ruas até os tribunais e parlamentos, garantiu mudanças inovadoras nas políticas relacionadas ao SIDA. A mobilização das comunidades ajudou a criar o acesso aos medicamentos genéricos para o HIV, levando a reduções acentuadas e sustentadas no custo do tratamento, de US$ 25.000 por pessoa, por ano, em 1995, para menos de US$ 70 em muitos países mais afectados pelo HIV hoje.
“Somos o veículo para mudanças que pode acabar com injustiças sistemáticas que continuam a alimentar a transmissão do HIV. Vimos desenvolvimentos inovadores como o I=I (Indetectável = Intransmissível), melhoria no acesso a medicamentos e avanços significativos na luta contra a descriminação,” disse RobbieLawlor, Co-Fundador da Access to MedicinesIreland. “Ainda assim, esperam que movamos montanhas sem apoio financeiro. Esperam que lutemos por um mundo mais equitativo e que acabemos com o estigma, mas somos marginalizados em discussões cruciais. Estamos em um ponto de virada. As comunidades não podem mais ser relegadas à periferia. O tempo para a liderança é agora.”
O relatório destaca como as comunidades estão na vanguarda da inovação. Em Windhoek, Namíbia, um projecto autofinanciado pelo YouthEmpowermentGroup utiliza bicicletas elétricas para entregar medicamentos contra o HIV, alimentos e apoio à adesão a jovens que muitas vezes não podem frequentar postos de saúdedevido acoincidência com o horário escolar. Na China, organizações comunitárias desenvolveram aplicativos para smartphones que conectam as pessoas a autoteste, contribuindo para um aumento de mais de quatro vezes nos testes de HIV em todo o país de 2009 a 2020.
“As vozes das juventudes são poderosas, necessárias e devem ser ouvidas; somos uma geração





