Autocarros de Chapo Ainda Não Estão na Rua Enquanto Greve de Chapeiros Deixa Maputo Parcialmente ‘Parado’

Ainda não está normalizada a circulação dos transportes de passageiros na região metropolitana do grande de Maputo, apesar da injecção dos 190 autocarros e da promessa do governo de subsidiar os operadores dos chapas como forma de compensar os altos custos dos combustíveis.

Os autocarros apresentados na segunda-feira pelo Presidente Daniel Chapo ainda não estão a operar. Os gestores da frota dizem que estão a regularizar inicialmente as questões técnicas burocráticas como livretes, formação das equipas da tripulação entre outras. E que os carros serão disponibilizados gradualmente nas próximas horas, enquanto as paragens continuam abarrotar de gente que luta pelo transporte de e para o loca do trabalho.

Tal como acontece um pouco por todas as capitais provinciais, esta terça-feira, 12 de Maio, os operadores dos transportes voltaram a paralisar as suas actividades alegado altos custos de funcionamento incrementados com a recente subida dos preços dos combustíveis em 12% para a gasolina e 45% para o diesel.

Alguns operadores dizem que não estão convencidos de que a promessa do governo de disponibilizar subsídio será cumprida, para além de que não reconhece a legitimidade da Fematro como interlocutor nas negociações com o governo. A Fematro é acusada de não ser séria, principalmente na gestão de dinheiro, apresentando sérios problemas de transparência e gestão de recursos, incluindo a legitimidade do Presidente de Federação acusado de não convocar eleições para se manter no cargo.

Castigo Nhamane, presidente da federação de Transportadores, já reagiu as acusações dos operadores. Ele diz que não reconhece o grupo de manifestantes e que a Fematro não tem membros individuais, os seus filiados são associações de transportadores. “A Fematro não recebe dinheiro de ninguém e não paga ninguém, nós apenas recebemos as listas das associações e canalizamos para o governo para serem pagos”, explica o presidente da Fematro, aparentemente encurralado. Ao que tudo indica a liderança da Fematro não tem legitimidade nas bases e tenta gerir o descontentamento a partir do gabinete. Castigo Nhamane, que dirige a agremiação no seu terceiro mandato, diz que não vai concorrer nas eleições marcadas para Outubro deste ano, durante a Assembleia geral da Federação.

 

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