Muitas pessoas sobretudo em Maputo e Matola acreditam que haverá tumultos ou alguma outra reacção popular violenta hoje imediatamente a seguir ao anúncio dos resultados eleitorais para as sextas autarquias em Moçambique. Mas até agora parece tudo calmo com conversas dos citadinos e atenções todas atentas ao que Dom Carlos Matsinhe vai dizer.
A tensão já vem sobretudo agravando desde do dia da votação, 11 de Outubro. As marchas da Renamo também contribuíram para agitar as pessoas. Filipe Nyusi, o presidente da república ainda não disse nada perante aquilo que observadores consideram as mais desorganizadas e fraudulentas eleições em Moçambique desde 1994, ano em que o país realizou as suas primeiras eleições gerais e multipartidárias da sua história. Muitas entidades publicas e privadas já tomaram precauções por temer violência.
Nyusi em alguns círculos é também acusado de ser o promotor da desorganização eleitoral uma vez que, alegadamente, ele não estaria interessado em que as eleições ocorram para se manter no poder, uma vez que o seu reinado encerra brevemente sem mecanismos legais para se manter ou concorrer para um próximo mandato. Para além da hipótese de ir preso após o termino do mandato.
Também não confirmado, o ‘voz popul’ indica Celso correia como o epicentro da desorganização eleitoral, como director de campanha do partido Frelimo e que alegadamente chegou a preparar sua fuga do país ‘se o esquema der barraca’.
Não nos foi possível confirmar, mas há algumas indicações de que jovens em alguns bairros de Maputo e Matola, no sul do país e Nampula e Quelimane, centro e norte, estariam a se organizar para sair a rua logo que os resultados forem divulgados porque não acreditam a fiabilidade, transparência e integridade dos órgãos de gestão eleitoral. Os resultados parciais, sobretudo nos principais centros urbanos como a capital Maputo, Matola, o mais importante centro industrial, Nampula, a capital do norte incluindo a Quelimane dão vantagem folgada a Renamo, mas não é isso que se espera que a Comissão Nacional de Eleições, lidera por um bispo da igreja anglicana, vai anunciar.





