O chefe da logística da RENAMO, na Cidade de Chókwè, afirma que quase toda a logística da campanha eleitoral, nomeadamente bandeiras, panfletos e produtos alimentares, foi destruída por fogo posto, atirado por uma janela arrombada por indivíduos desconhecidos. Os indivíduos teriam lançado gasolina e posteriormente atirado fogo. O escritório da Renamo, uma espaço pequeno, incendiou-se com facilidade, destruido o material que lá existia.
No final desta quarta-feira, 4 de Outubro, grupos de choque do partido Frelimo envolveram-se em violentos confrontos com os simpatizantes da Renamo que estavam a realizar as suas actividades propagandísticas no mercado Ntomeni, localizado no 3º Bairro, o mais populoso da Cidade de Chókwè.
A polícia teve que recorrer à força para resolver o problema e evitar o pior. Não há informações sobre feridos, mas o nosso Boletim sabe que há um simpatizante da Frelimo que foi violentamente agredido pelos membros da Renamo. As partes recorreram a instrumentos de violência, como paus e pedras, para o confronto.
A cidade de Chókwè tem sido terreno de muita violência contra a oposição. Em quase todos os processos eleitorais há registo de incêndios ou vandalizações de sedes dos partidos ou residências de membros da oposição.
A campanha de terça-feira (3 de outubro) manteve-se modesta e relativamente calma. Houve escaramuças na cidade de Maputo, quando apoiantes da Frelimo atacaram militantes da Renamo. Em Mandlakazi, Gaza, os activistas dos três principais partidos – Frelimo, Renamo e MDM – encontraram-se no mercado central e houve empurrões, mas nada de grave.
Em Chimoio, Manica, a Renamo tentou fazer campanha perto do escritório da Frelimo em Chianga e foi apedrejada pelos seus apoiantes. Não houve registo de ferimentos. Em Homoine, Inhambane, a Renamo estava a fazer campanha em Chinjinguir e os apoiantes da Frelimo bloquearam a estrada para os impedir. Houve um incidente semelhante em que a Frelimo bloqueou os activistas da Renamo em Morrumbala, Zambézia.





