Denúncias de entidades indenpedentes que fazem a observacão da campanha eleitoral que decorre desde semana passada no país apontam ilícitos eleitorais cometidos por membros do partido no poder.“Onde está a Frelimo não se pode fazer sentir nenhum outro partido. Depenamos os galos (MDM) desta maneira. A operação ‘desmonta’ continua até ao dia 11. Desmonta o fardamento e desmonta o voto. Só vai permanecer a reinar a Frelimo em Homoine”, afirma um membro da Frelimo, enquanto pisa as camisetes do MDM. No mesmo vídeo e fotos do que eles apelidam de “Operação Desmonta”, um membro da Frelimo recolhe as camisetes que estão a ser pisadas pelo seu colega, chamado Félix Chandamela, para introduzi-las numa caixa. Desconhece-se o destino, mas supõe-se que serão posteriormente encineradas. Um sinal claro de demonstração de intolerância política. O deputado que lidera a “Operação Desmonta”, Dias Letela, promete continuar com a operação até ao próprio dia do voto: “Desmontar fardamento e o voto (do MDM)”, um claro anúncio antecipado de fraude eleitoral. O acto dos membros da Frelimo configura ilícito eleitoral com penas até 6 meses de prisão e multas até 12 salários mínimos. Representa o cúmulo de ódio e intolerância política. Num outro vídeo, os membros da Frelimo assediam jovens simpatizantes do MDM, pedindo-lhes que lhes dessem camisetes do seu partido em troca de valores momentários cujos montantes não conseguimos apurar (ver vídeo aqui). Em Homoíne reportam, de facto, a prevalecência da problemática de vandalização dos panfletos dos partidos RENAMO e MDM, como resultado da “Operação Desmonta”.CNE diz-se chocada com atitude de membros da Frelimo Através do seu porta-voz, Paulo Cuinica, a CNE condenou a atitude dos membros da Frelimo em Homoíne e disse que foi “um choque” ver as imagens. Cuinica foi mais longe e disse que não esperava tal atitude de membros de um partido político. O porta-voz da CNE disse não ter dúvidas de que se está diante de “um ilícito eleitoral e acrescentou que “esperamos que os órgãos de justiça possam tomar conta do assunto”. Para a CNE trata-se de uma atitude que deve ser “condenada e punida nos termos da lei”. Cuinica reconheceu ainda que durante a campanha houve vários episódios de vandalização por isso defende responsabilização porque esses episódios “podem conduzir ao elevar dos ânimos e daí termos situações que podem manchar e perigar esta campanha eleitoral”.





