A Ministra da Terra e Ambiente, Ivete Maibaze diz que Moçambique produz cerca de 4.2 milhões de toneladas de resíduos sólidos por ano. Desta quantidade, 30 por cento são produzidos nas zonas urbanas, compostos, na sua maioria, por matéria inorgânica que inclui metal, plástico, papel e papelão, vidro, material electrónico, baterias entre outros.
Maibaze falava esta segunda-feira em Mongicual, província de Nampula, e acrescentou que a problemática do plástico tem estado a contribuir para alteração dos habitats e dos processos naturais, reduzindo a capacidade dos ecossistemas de se adaptar às mudanças climáticas, afectando directamente a capacidade de produção de alimentos e a subsistência de milhões de pessoas e comprometendo o bem-estar social.
De acordo com a a governante, a poluição plástica é um problema global, sendo que aproximadamente 7 bilhões, dos 9,2 bilhões de toneladas de plástico produzidas de 1950 a 2017 tornaram-se resíduos plásticos, que acabaram em aterros sanitários ou lixeiras. A cada minuto, o equivalente a um caminhão de lixo de plástico é jogado no oceano em todo o mundo.
Ciente desta problemática, garante Ivete Maibaze, o Governo tem vindo a adoptar medidas para reduzir esses efeitos, desde a promoção de acções de educação ambiental para o uso racional do plástico, a promoção de soluções de reaproveitamento do plástico e a aplicação de leis que visam a gestão e controlo do saco de plástico.
‘Temos vindo a promover e realizar feiras e exposições de soluções mais ecológicas, com o reaproveitamento do plástico para produzir outros objectos e desta forma evitar que o plástico termine no mar e coloque em perigo a vida marinha”.





