O Observatório Cidadão para a Saúde, OCS, denuncia o facto de na província de Inhambane, os Centros de Saúde de Jangamo e de Cumbana estão a funcionar sem corrente eléctrica há cerca de três meses.
De acordo com denúncias provenientes de usuários destas unidades sanitárias, o Observatório Cidadão para Saúde (OCS) soube que no período nocturno, os profissionais de saúde, concretamente nos serviços de maternidade, recorrem ao auxílio das lanternas para assistir as parturientes no exacto momento de parto.
Em algumas situações, as próprias parturientes adquirem velas por conta própria e levam-nas consigo à maternidade para que lhes sirvam de principal fonte de luz durante o trabalho de parto. A corrente eléctrica não serve apenas para iluminar as instalações, como também serve para pôr as máquinas em funcionamento, incluindo material médico-cirúrgico que precisa de ser conservado em lugares frescos, como geleiras. Sem corrente eléctrica, é quase que impossível garantir a conservação destes instrumentos.
Para apurar a veracidade das denúncias, o OCS diz que ouviu o director do Serviço Distrital de Saúde, Mulher e Acção Social (SDSMAS), Carlos Issaca, o qual explicou que este cenário verifica-se em quase todos os centros de saúde do distrito de Jangamo, devido à exiguidade de recursos financeiros.
“Por exemplo, agora esperávamos que houvesse disponibilidade financeira, mas os técnicos, tendo visualizado o sistema, deram-se conta da falta do valor. É um panorama não só de Jangamo, mas de quase toda a província”, salientou.
Grande parte das unidades sanitárias, de acordo com o director, não tem eletricidade por conta de problemas orçamentais. Ou seja, os centros de saúde em alusão, desde Janeiro do ano em curso, não têm recebido os financiamentos necessários para responder a despesas de funcionamento, de modo que haja melhorias e uma condigna provisão de serviços.





