Agências especializadas reportam que as forças ruandesas posicionadas em Cabo Delgado dispersaram os insurgentes, que actualmente estão levando a cabo ataques mais amplos e audaciosos em regiões consideradas seguras.
As forças conjuntas do Governo, do Ruanda e da SADC tornaram-se mais activas e eficazes, mas não estão mantendo os distritos de Mocímboa da Praia e Palma seguros – atrasando qualquer chance de a Total retomar o trabalho até o próximo ano, no mínimo.
Esta é uma guerra de guerrilha crescente, com combates significativos continuando em Macomia e Ancuabe, bem como em Mocímboa da Praia. Houve 90 incidentes nas sete semanas de 1º de Junho a 21 de Julho, quase dois incidentes por dia, referem os mesmos dados.
As fatalidades de guerra são agora 4.131 (ACLED, 21 de Julho). O número de deslocados que fugiram de suas casas devido à guerra saltou para 946.508, um aumento de 161.944 desde Fevereiro. Dessas, 83.983 pessoas fugiram de ataques nos distritos de Ancuabe e Chiure em Junho, quando a guerra se espalhou para o sul, levando a uma “deterioração da situação humanitária no sul de Cabo Delgado”. (OCHA 24, 25 de Julho) Dos deslocados, a OIM (27 de Junho) informa que 138.231 conseguiram voltar para casa.





